MANIFESTAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Contra o roubo nos salários e nas pensões, por serviços públicos de qualidade e em defesa do emprego, milhares de trabalhadores da Administração Pública manifestaram-se em Lisboa na passada sexta-feira, 15 de Março, entre o Marquês do Pombal e o Terreiro do Paço. Junto ao Ministério das Finanças, Ana Avoila, coordenadora da Frente Comum, afirmou que o Governo PSD/CDS «está a fazer terrorismo contra as funções sociais do Estado e os trabalhadores» ao abrigo do relatório da troika.
Activistas sindicais da Frente Comum protestaram hoje de manhã, 15 de Março, frente ao Ministério das Finanças, enquanto Vitor Gaspar anunciava as conclusões da 7.ª avaliação da Troika. Aos manifestantes juntaram-se centenas de automobilistas que, respondendo ao apelo de uma faixa exibida pelos manifestantes onde se lia «Está a ser roubado? Apite!» fizeram soar ruidosamente a buzina das suas viaturas durante toda a manhã.
O STAL pretende entregar na Assembleia da República uma Petição em defesa dos postos de trabalho e dos serviços públicos prestados pelas entidades que integram o sector empresarial local, exigindo que o Parlamento aprove uma alteração à Lei 50/2012 no sentido de garantir a sua remunicipalização e a integração dos trabalhadores nos mapas de pessoal. Assine, divulgue!
Ana Avoila, Coordenadora da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, afirmou em Conferência de Imprensa que o alargamento dos prazos para pagamento da dívida pública não resolve, por si só, os problemas do país. É preciso ir mais longe e a CGTP-IN tem propostas concretas nesse sentido, nomeadamente quanto à renegociação dos juros e ao financiamento directo junto do Banco Central Europeu.
A luta contra as desigualdades entre mulheres e homens, com um longo passado de duras batalhas e abnegados sacrifícios, continua a ser hoje uma causa de todos os trabalhadores, para os quais a greve das operárias têxteis de Nova Iorque permanece um exemplo inspirador dos combates do presente.
Foi em homenagem a essa batalha heróica travada em 1857, há portanto 156 anos, por melhores salários, pela redução da jornada de trabalho das 16 para as 10 horas e por melhores condições de vida, que cem mulheres de 17 países, reunidas em Copenhaga há precisamente 103 anos, proclamaram a data de 8 de Março como o Dia Internacional de Luta das Mulheres.
Logo no ano seguinte, este dia foi celebrado por mais de um milhão de mulheres na Europa e nos Estados Unidos, tornando-se a partir daí numa data especial do movimento operário e de todos os trabalhadores e explorados do mundo inteiro.
Após mais de meio século de árduas lutas, o dia 8 de Março foi finalmente reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1975, como Dia Internacional da Mulher.