Mais um caso de gestão danosa PDF Imprimir e-mail
23-Abr-2013

FINANCIAMENTOS ESPECULATIVOS (SWAPS) DAS EMPRESAS PÚBLICAS

O STAL, tal como a opinião pública foram surpreendidos pelo anuncio de nova remodelação governamental, sendo certo que dão uma triste imagem do governo que, para lá de tudo e de todos, insiste em manter-se em funções.

Remodelada uma secretária de estado para a Administração Local, que mais de dois meses volvidos sobre a sua nomeação não se dignou a discutir com o sindicato as políticas do governo para o sector: carreira única e financiamento das Associações de Bombeiros, Sector Empresarial Local, finanças locais, política de águas e resíduos, entre outras.

Remodelados dois secretários de estado envolvidos em contratos no mínimo pouco claros de gestão de dinheiros públicos os quais resultam em favor da banca e em graves prejuízos que têm vindo a ser suportados pelos trabalhadores e principalmente os da Administração Local.

O STAL exige um inquérito e o apuramento cabal de responsabilidades criminais aos autores da contratação de financiamentos de alto risco em 15 empresas públicas, que podem resultar em elevadíssimos prejuízos para o Estado, neste momento estimados em mais de três mil milhões de euros.

Segundo um comunicado do Ministério das Finanças, divulgado na segunda-feira, 22, uma auditoria conduzida pela Inspecção-Geral de Finanças e pela Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública detectou a existência de contratos «swaps», que indexam a taxa de juro a variáveis como a cotação do petróleo ou as oscilações cambiais do euro em relação ao dólar. Em certos casos, as taxas de juro dispararam para 20 por cento, quando a Euribor a três meses ronda os 0,2 por cento.

Entre as empresas mencionadas destacam-se Metro do Porto, STCP, Metro de Lisboa e Carris.

A revelação de operações especulativas no seio de empresas públicas constitui mais um caso escandaloso de gestão danosa dos dinheiros dos contribuintes, que vem demonstrar uma intolerável subordinação do Governo e entidades por si tuteladas aos interesses da banca.

O STAL considera que, em face de prejuízos na ordem dos três mil milhões de euros, imputáveis exclusivamente a actos de gestão sob tutela governamental, o Governo não tem qualquer legitimidade para exigir mais sacrifícios aos portugueses, devendo anular os cortes que recentemente anunciou na Saúde e na Educação, no valor de 800 milhões de euros.

O STAL salienta que é totalmente inadmissível a ocorrência de casos deste tipo num momento em que os trabalhadores, em particular da Administração Pública, bem como a população em geral, enfrentam uma degradação das condições de vida sem precedentes, devido aos sucessivos cortes nos salários e direitos.

O STAL exige que o Governo intervenha no sentido de declarar junto da banca a nulidade destes contratos draconianos e punir exemplarmente os responsáveis que os subscreveram.

 
< Artigo anterior   Artigo seguinte >
SEDE NACIONAL
Lisboa

Rua D. Luís I, 20 F
Tel: 210958400 | Fax: 210958469
Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o JavaScript terá de estar activado para que possa visualizar o endereço de e-mail
©2012 STAL, todos os direitos reservados.