Maioria dos portugueses quer renegociar Memorando PDF Imprimir e-mail
20-Mai-2013

Fonte: ionline

Sondagem revela que há um grande número de inquiridos que acham que o governo cedeu demasiado aos credores

Os portugueses não estão felizes com a intervenção da troika em Portugal. Quase metade considera que o Memorando  não devia sequer ter sido assinado, contra apenas 12% que dizem que o documento foi bem elaborado. Os dados constam de uma sondagem feita pela Eurosondagem para o Instituto Europeu da Faculdade de Direito de Lisboa, e que hoje vai ser divulgada em Lisboa.

Há também um número significativo de inquiridos, 27%, que afirmam que a negociação não levou em consideração as características próprias do país.

Governo cedeu de mais Relativamente ao relacionamento entre o executivo e a troika, uma maioria de 45,4% considera que o governo de Passos Coelho tem cedido excessivamente aos nossos credores internacionais, enquanto 32,9% dizem que a troika tem mostrado insensibilidade com a economia nacional. E somente 9,4% dos inquiridos consideram que este relacionamento tem decorrido normalmente. Cerca de 82% dos que responderam ao inquérito dizem que, face às negociações/imposições do FMI, do BCE e da Comissão Europeia, Portugal deveria renegociar profundamente o Memorando ou mesmo denunciá-lo e procurar alternativas.   

E depois da saída? Face às perspectivas futuras, o pessimismo é cinco vezes maior que o optimismo. Ou seja, apenas 11,8% dos que responderam à sondagem acreditam que todo o esforço de contenção e de reformas à pressão resultem em melhores perspectivas para Portugal findo o período de intervenção externa. Outros 14,4% referem que quando a troika sair do país nada de substancial se alterou, enquanto 55,1% acreditam que vamos ficar em piores condições, com uma economia em colapso e mais desemprego.

Bem informados O inquérito mostra igualmente que esta questão não deixa quase ninguém indiferente, sendo seguida atentamente pela grande maioria dos portugueses, à excepção dos que vivem no Sul, onde o número dos que não sabem ou não respondem chega a atingir os 16% quando se lhes pergunta sobre o relacionamento da troika com o governo ou se lhes pede uma opinião concreta sobre o Memorando. Segue-se a área metropolitana do Porto, onde também é detectado algum alheamento a estas duas  questões, embora numa percentagem ligeiramente inferior: 15,7% e 12,3% res-pectivamente.
Relativamente aos que têm uma opinião formada sobre todo este processo, iniciado em 2011, os desdobramentos por região mostram que as respostas são quase unânimes, não se detectando grandes divergências, o que mostra que a opinião dos portugueses não depende do local onde vivem.
 
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