Águas de Portugal retirada à última hora da lista de swaps tóxicos PDF Imprimir e-mail
20-Mai-2013

Fonte: Jornal de Negócios

Poucos dias antes de o Governo fazer o anúncio público sobre as negociações com os bancos em torno dos contratos de swaps considerados tóxicos realizados com empresas públicas, a Águas de Portugal desapareceu da lista, sendo substituída pela CP, noticia hoje o "Público".

Segundo o diário, esta alteração foi feita em pouco tempo. Três dias antes da conferência de imprensa de 26 de Abril, a empresa ainda constava da lista elaborada pela Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP), sendo assinalado que tinha celebrado um contrato problemático com o BNP Paribas.

O produto acumulava uma perda potencial de 30 milhões de euros, o que representa 50% do risco de prejuízo da totalidade dos swaps subscritos pela Águas de Portugal (59,7 milhões). A análise ao rácio que mede o custo imediato destes instrumentos logo no primeiro dia de existência resultou num chumbo do IGCP. Ou seja, o contrato falhava num dos três critérios utilizados na avaliação.

Segundo o "Público", este resultado levou a que o IGCP incluísse a Águas de Portugal na lista de empresas com contratos problemáticos. No entanto, depois de a administração ter prestado esclarecimentos ao Ministério das Finanças e ao Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, o IGCP decidiu retirar a empresa dessa lista.

A Águas de Portugal passou a estar no grupo de empresas com "um padrão aceitável de utilização de derivados", enquanto a CP fez o percurso e contrário e, com um swap também comercializado pelo BNP Paribas, passou a estar entre as empresas mais problemáticas.

 
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