A demissão dos Ministros Vitor Gaspar e Paulo Portas, n.ºs 2 e 3 da hierarquia do Governo, é consequência directa dos resultados desastrosos a que a política de direita do Governo PSD\CDS conduziu o País. Traduz o isolamento deste governo e acusa um claro desgaste face ao aumento da contestação popular expressa de forma inequívoca na Greve Geral realizada no dia 27 de Junho.
O STAL considera que a situação de desastre económico e social do país não se ultrapassa com a substituição de ministros, mas sim com uma mudança efectiva de política, que apenas se poderá concretizar com a demissão deste Governo.
No actual quadro de degradação política do País e de desagregação do Governo, Cavaco Silva não pode continuar a alhear-se das suas responsabilidades institucionais e continuar a dar cobertura a esta política neoliberal, aceitando empossar como Ministros, ex-Secretários de Estado, com fortes responsabilidades no caso das SWAPS’s, e perpetuando a falta de transparência na gestão dos interesses económicos do país.
Para o STAL, o futuro do país passa pela ruptura com a política de direita e o Memorando da troica e por uma política alternativa, de esquerda e soberana que assegure a dinamização do sector produtivo, a criação de mais e melhor emprego, a melhoria dos salários e das pensões, a defesa dos serviços públicos e das funções sociais do Estado, enquanto elementos fundamentais para o bem-estar e qualidade de vida dos que vivem e trabalham em Portugal, a coesão social e o desenvolvimento do país.
É ainda necessário suspender o ataque em curso que visa a diminuição de salários e a liquidação de direitos dos trabalhadores da administração local, nomeadamente as Propostas de Lei nºs 153/XII/2ª que pretende o aumento do horário de trabalho para o mínimo de 40 horas semanais e a Proposta de lei 154/XII/2ª que institui e regula o sistema de requalificação (despedimento) de trabalhadores em funções públicas.
O STAL exige assim que o Presidente da República, termine com o pesadelo que o Governo PSD\CDS constitui para os trabalhadores e para o País e convoque eleições que devolvam a voz ao povo para decidir sobre o futuro de Portugal.
|