Cortes cegos agravaram catástrofe dos incêndios PDF Imprimir e-mail
05-Set-2013

bombeiro_combater.jpgCARTA ABERTA AO GOVERNO

Numa Carta Aberta dirigida ao Governo, a 5 de Setembro, o STAL imputa às actuais políticas de cortes e de desinvestimento na prevenção a responsabilidade pela devastação causada pela vaga de incêndios, em que há a lamentar enormes prejuízos materiais e principalmente a morte de sete bombeiros, até ao momento, bem como dezenas de outros acidentados.

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Na missiva, o STAL aponta a falta de uma política de prevenção dos incêndios florestais, considerando que «o desinvestimento na prevenção, na formação e aquisição e manutenção do equipamento dos bombeiros» teve «consequências trágicas», fazendo de 2013 «um ano negro para as políticas de protecção civil».

O Sindicato denuncia casos de homens e mulheres que foram enviados para combater as chamas sem os equipamentos adequados, atribuindo o elevado número de acidentes de viação à vetustez das viaturas e à sua inadequação às condições do terreno.

No campo da formação, o STAL recorda que os chefes de equipas e chefias não frequentam cursos desde 2000 e insiste na proposta que apresentou em 1992 de criação de uma Academia Nacional de Fogo, capaz de dotar os soldados da paz dos «conhecimentos técnicos e científicos que permitam uma resposta mais eficaz e segura no combate aos incêndios».

O STAL considera que as propostas que apresentou há 21 anos se mantêm actuais, visando nomeadamente:

  • Assegurar a optimização da qualificação de base aos trabalhadores no sector da Protecção Civil;
  • Estruturar os serviços de Protecção Civil, com especial ênfase nos corpos de bombeiros, de um modo essencialmente profissional;
  • Assegurar a investigação científica e técnica nesta área;
  • Assegurar o acesso dos bombeiros profissionais aos cargos dirigentes das suas unidades, de forma planificada, harmoniosa e responsável;
  • Consagrar na prática a desmilitarização efectiva do sector.


Em concreto, o Sindicato sugere o aproveitamento de «todas as valências da actual Escola Nacional de Bombeiros (ENB), para a criação do núcleo central da Academia Nacional do Fogo, que funcione como uma extensão das universidades ou institutos técnicos.»

Estas medidas, salienta-se ainda na Carta Aberta, deverão ser «acompanhadas por uma revisão do financiamento dos corpos de bombeiros» e de «um reforço significativo dos meios financeiros para aquisição de material de protecção individual e de equipamentos» de acordo com os riscos definidos em cada área.

O STAL manifesta a sua «total solidariedade com as famílias, amigos e colegas de trabalho dos bombeiros tragicamente falecidos, bem como com todos os bombeiros que se encontram no terreno».

O Sindicato bater-se-á para que as autoridades retirem as devidas ilações dos trágicos acontecimentos que têm marcado o Verão e tomem as medidas necessárias para garantir uma resposta eficaz do sistema de protecção civil, não só durante a época dos incêndios, mas também no dia-a-dia das populações durante todo o ano.

 
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