Comemorações culminam com evocação da fuga de Peniche PDF Imprimir e-mail
13-Dez-2013

peniche.jpgCENTENÁRIO DE ÁVARO CUNHAL

As comemorações do centenário do nascimento de Álvaro Cunhal, que decorreram ao longo do presente ano – sob lema «Vida, Pensamento e Luta: Exemplo que se Projecta na Actualidade e no Futuro» – culminam, nos próximos dias 3 e 4 de Janeiro, com a evocação da audaciosa fuga da fortaleza de Peniche que abalou o regime fascista.

A temerária evasão de Álvaro Cunhal e outros nove destacados dirigentes e militantes comunistas será lembrada com um conjunto de iniciativas, a realizar no espaço da antiga prisão, na data em que se assinala o 54.º aniversário do acontecimento, ocorrido em 3 de Janeiro de 1960,.


No dia seguinte, 4 de Janeiro, a efeméride será assinalada com um grande comício em Peniche, o qual se insere já na abertura das importantíssimas comemorações do 40.º Aniversário da Revolução do 25 de Abril de 1974.

No final do ano do centenário do nascimento do dirigente comunista, não é de mais referir o imenso número de iniciativas realizadas por todo o País, organizadas quer pela Comissão das Comemorações e estruturas regionais do PCP, quer por sindicatos e demais organizações de trabalhadores, autarquias, colectividades desportivas e culturais, escolas, comissões de cidadãos, entre outras, nas quais participaram milhares de pessoas, de vários quadrantes políticos, com ou sem partido, que fizeram questão de homenagear Álvaro Cunhal.

O enorme movimento em torno destas comemorações é revelador do prestígio e respeito granjeados por Álvaro Cunhal, enquanto pessoa, militante e dirigente comunista, intelectual e artista, lutador incansável contra a exploração e pelos direitos dos trabalhadores, contra o fascismo, pela liberdade, pela democracia e pelo socialismo.

Como não podia deixar de ser, o papel de Álvaro Cunhal na organização e na luta dos trabalhadores, antes e depois do 25 de Abril, mereceu um espaço relevante nas diversas iniciativas organizadas em torno do centenário.

O contributo de Álvaro Cunhal foi decisivo para a definição da linha política sindical do PCP, para a unidade, a organização e a luta dos trabalhadores, bem como para estrutura orgânica do que é hoje a CGTP-IN.

O debate em torno das comemorações evidenciou, finalmente, o relevantíssimo papel de Álvaro Cunhal, enquanto dirigente do PCP, quer na luta pela liberdade durante os anos sombrios da ditadura fascista, quer nas instauração e na defesa da democracia, desde a Revolução de Abril até à actualidade.

Num quadro em que o capital está a desenvolver uma fortíssima guerra contra os direitos dos trabalhadores e os seus sindicatos, urge, como defendia Álvaro Cunhal, encontrar a capacidade, a força, a iniciativa, a resposta criativa à nova situação e aos novos problemas.

Para tal, o movimento sindical unitário precisa de reforçar aspectos fundamentais da sua identidade, nomeadamente a sua natureza de classe, autonomia, unidade e democracia interna, aprofundando a ligação e participação dos trabalhadores. Os sindicatos de classe não só são necessários como são mais necessários que nunca.

Em resultado de quase 40 anos de política de direita desenvolvida pelos sucessivos governos do PS, PSD e CDS, em prol dos interesses do grande capital e subordinada à integração capitalista na União Europeia, Portugal vive hoje num contexto de declínio económico, desemprego, retrocesso social, de descaracterização do regime democrático e perda de soberania.

Por isso, no imediato, é preciso prosseguir e intensificar a luta por uma política de esquerda e contra o chamado «Programa de Assistência Financeira» – um verdadeiro pacto de agressão dirigido contra os trabalhadores, contra o povo e contra o País.

Inseparável da acção e dos objectivos imediatos, os trabalhadores e os seus sindicatos de classe continuarão a lutar para abrir caminho à construção de uma sociedade humana, justa, onde não haja lugar a exploradores e explorados, uma sociedade pela qual Álvaro Cunhal tão abnegadamente lutou.
 
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