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11-Mai-2005


  60.º ANIVERSÁRIO DA VITÓRIA SOBRE O NAZI-FASCISMO

Saudando a Vitória dos Aliados há 60 anos, o CPPC saúda todos os portugueses que colocam a paz no centro das suas preocupações e lutam para que a guerra não volte nunca mais.

 

Há 60 anos o pesadelo chegou ao fim. A barbárie nazi-fascista era esmagada e derrotada militarmente em Berlim, com a chegada do Exército Vermelho à capital alemã.

O preço pago pelos povos vítimas do nazi-fascismo foram elevadíssimas: 50 milhões de mortos e dezenas de países destruídos.

A Coligação das forças aliadas e das forças democráticas e progressistas, apesar de incomensuráveis sacrifícios, acabaram por vencer e libertar a Humanidade do totalitarismo nazi-fascista.

Uma nova era abriu-se aos povos de todo o mundo com a criação da Organização das Nações Unidas, cuja carta fundadora, no seu artigo 4º, declara a guerra um meio ilegal de resolução de conflitos internacionais, constituindo uma exemplar e histórica resposta da civilização humana, que é imperioso defender face às tentativas de subversão desse principio constitutivo das Nações Unidas.

Com a vitória das forças aliadas operou-se uma profunda alteração no mundo: criou-se o sistema socialista mundial e povos, dezenas de anos sujeitos ao colonialismo, conquistaram a sua independência.

Mas abriu-se também um período caracterizado pela corrida aos armamentos, incluindo ao nuclear. A histórica e valiosa vitória que hoje assinalamos não deixa de estar manchada pelo hediondo crime perpetrado pelos EUA - únicos detentores da bomba atómica em 1945 – contra as cidades mártires de Hiroshima e Nagasaki, ceifando a vida a milhões de japoneses e mantendo o mundo sobre a chantagem nuclear, que se mantém viva até aos nossos dias.

Em nome da chamada ameaça “comunista” ou “soviética” foi criada a NATO e os EUA e seus aliados nunca renunciaram a utilizar a arma atómica em primeiro lugar.

Com o fim do período da guerra fria e a implosão da União Soviética, abriu-se uma nova época, caracterizado pelo domínio dos EUA e pelo desencadeamento de novas guerras: Iraque, Jugoslávia, Afeganistão e de novo o Iraque.

Sendo profundamente preocupante o facto dos EUA e seus aliados estarem disponíveis para desencadearem guerras à margem do Conselho de Segurança e contra o direito internacional, é ainda mais preocupante e perigosa a filosofia da guerra preventiva, a qual sendo totalmente ilegal, esteve presente na decisão dos EUA de invadir e ocupar o Iraque. Tal decisão levantou uma onda de protestos em todo o mundo, como nunca se tinha visto. Mas a verdade é que os EUA não abandonaram o conceito de guerra preventiva e mantêm sob ameaça os países do chamada “eixo do mal”.

Nesta histórica ocasião, o CPPC considera que os perigos de guerra estão presentes em toda a vida internacional, como se depreende da política unilateralista e imperial dos EUA.
Apesar dos perigos reais que pendem sobre a humanidade, é possível conjurá-los. O fundamental, nos nossos dias, é agir de modo a impedir que a guerra seja realidade. Para esse objectivo o CPPC defende a mais ampla unidade na acção de todos os portugueses, independentemente da sua ideologia, filosofia ou crença religiosa.

Saudando a Vitória dos Aliados há 60 anos, o CPPC saúda todos os portugueses que colocam a paz no centro das suas preocupações e lutam para que a guerra não volte nunca mais.

 

Lisboa, 9 de Maio de 2005

 

 
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