Actos provocatórios geram violência PDF Imprimir e-mail
26-Mai-2004

AMADORA SEM RECOLHA NO TERCEIRO DIA DE GREVE

Insistindo em actos grosseiros de violação da lei da greve, incentivando a coacção e permitindo ameaças junto dos trabalhadores, a Câmara da Amadora é responsável moral pelas agressões hoje ocorridas contra elementos do piquete de greve.

 

Hoje de manhã, quando procediam à verificação de uma viatura da Junta de Freguesia da Falagueira, para controlar o eventual transporte lixos domésticos para o Ecocentro de Carenque, dois elementos do Piquete de Greve do STAL foram agredidos pelo motorista da referida viatura, que tentou ainda atropelá-los.

Também durante a manhã, o encarregado dos motoristas da Câmara incitou alguns trabalhadores a forçar a passagem pelo Piquete de Greve com viaturas que pretendia colocar na rua, em violação da lei da greve.

Já ao meio da tarde, o mesmo responsável, acompanhado do encarregado do parque automóvel, avançou com uma viatura contra o Piquete de Greve, num acto de clara provocação.

O STAL acusa o edil de cumplicidade com as atitudes do encarregado do parque automóvel, denunciadas já desde o passado sábado, e considera inadmissível que a Câmara não tenha ainda efectuado quaisquer diligências para que os trabalhadores das juntas de freguesias do concelho suspendam a recolha de lixos domésticos especiais (frigoríficos, colchões, madeiras, etc).

O STAL, Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local, sublinha que os actos de violência que hoje ocorreram e outros que eventualmente venham a verificar-se são da inteira responsabilidade do presidente da Câmara Municipal da Amadora, cujo comportamento tem contribuído decisivamente para a instalação e agravamento de um indesejável clima de conflituosidade, cujo objectivo é limitar o impacto da luta dos trabalhadores.

O STAL recorda que os trabalhadores estão em luta contra a criação da empresa de capitais mistos e pela introdução de melhorias na organização e condições de trabalho dos serviços, conforme as propostas sindicais há muito apresentadas, as quais o presidente da CM da Amadora se recusa a discutir, negligenciando as inegáveis vantagens que proporcionariam aos munícipes da Amadora.
 

 

 
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