Greve ultrapassou os 90% PDF Imprimir e-mail
02-Mai-2004


  A LUTA TEM DE CONTINUAR


Para além da habitual fortíssima mobilização dos sectores operários e auxiliares, nesta jornada de protesto destacou-se ainda uma significativa adesão dos trabalhadores técnicos e administrativos, sinal de que o descontentamento com as políticas anti-sociais do Governo está a enraizar-se em todos os sectores e grupos profissionais do sector.

 

 

Mas a luta tem de continuar! Só a unidade e a determinação de todos nós poderá fazer face à ofensiva do Governo, numa luta que é acima de tudo um combate pela dignidade e pela democracia!

Pressões inadmissíveis

Como que fazendo eco da prepotência e do autoritarismo reinantes no seio do Governo PSD/PP, um pouco por todo o País voltámos a assistir a lamentáveis pressões e grosseiros actos de violação da Lei da Greve.

Aliás, o mote foi dado exactamente pelo Ministério de Bagão Félix, ao emitir de forma ilegítima uma circular para as autarquias, inquirindo-as sobre o cumprimento dos serviços mínimos nos sectores das águas e resíduos sólidos, atitude que o STAL de imediato repudiou.

Mas as interferências e as manobras para desmobilizar a greve não foram um exclusivo do Governo, registando-se mais uma vez que eleitos e gestores públicos (incluindo alguns ditos «democratas»), afinaram pelo mesmo diapasão, num tom antidemocrático e ilegal, intimando os trabalhadores a informar previamente se aderiam à paralisação, procurando impor-lhes serviços mínimos inadmissíveis ou ensaiando a sua substituição por empresas exteriores aos serviços.

Num tempo em que um governo de direita e extrema-direita organizada procura fazer regredir o regime democrático e destruir as conquistas de Abril, reafirmamos que a democracia não é um estado de alma ou uma mera declaração de princípios mas uma prática quotidiana que exige um respeito total e o cumprimento rigoroso da legalidade.

Como sempre, tais atitudes foram prontamente condenadas e denunciadas pelo STAL que irá agora accionar todos os mecanismos legais ao seu alcance para que tais actos sejam punidos e se reafirmem os direitos constitucionais dos trabalhadores. A violação das regras democráticas é uma ameaça séria à democracia que não pode ficar impune!

Vamos continuar a luta

As intenções e as atitudes do Governo PSD/PP exigem dos trabalhadores redobrada determinação na luta que travamos.

O verdadeiro roubo dos salários e dos direitos, com destaque para a aposentação, só pode ser combatido com a unidade dos trabalhadores. Só assim poderemos travar com eficácia a ofensiva da direita mais retrógrada que visa igualmente destruir os serviços públicos e fazer tábua rasa dos direitos sindicais.

Estamos perante um Governo que não dialoga, não respeita as regras da democracia e tudo faz para penalizar os trabalhadores em benefício dos interesses dos grandes capitalistas.
É disso prova a escandalosa redução de impostos concedida às empresas e empresários e a forma complacente como o Governo assiste à maior fuga de impostos de que há memória na história do nosso país, levada a cabo pelos grupos económicos e senhores do capital.

Todos sabemos que a solução para os alegados problemas financeiros do País não está na diminuição do fraco poder de compra dos nossos salários – são migalhas quando comparados com os elevadíssimos salários e chorudas mordomias de políticos, gestores públicos e outros afilhados!

Porque não reduz o Primeiro-Ministro o seu vencimento, que é superior ao do seu homólogo espanhol?

Com que moral os deputados do PSD e do PP retiram os nossos direitos de aposentação, mantendo intocáveis os seus privilégios que lhes garantem reformas chorudas ao fim de apenas doze anos de mandato?

Onde está a contenção para os gestores públicos, nomeadamente os dos hospitais?

Pela dignidade, pela democracia, pelos salários, pelos direitos, pela aposentação e pelos serviços públicos

Vamos continuar a luta!

 

 
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