Manifestação contra a guerra e a ocupação do Iraque PDF Imprimir e-mail
12-Fev-2004

VAMOS PREPARAR O 20 MARÇO

Um conjunto de organizações decidiram convocar, para o próximo dia 20 de Março, uma ampla Manifestação “Pela Paz, Contra a Ocupação do Iraque e Contra a Participação de Portugal na Agressão” tendo como base um Manifesto que foi já subscrito por numerosas organizações, designadamente pelo STAL.

 

Na sequência do apelo dos Movimentos da Paz norte americanos e das decisões da Assembleia Europeia de Movimentos Sociais, realizada Novembro passado em Paris, as organizações abaixo-assinadas apelam à mobilização global pela Paz, contra a guerra e a ocupação do Iraque e nesse sentido APELAM A PARTICIPAÇÃO NA MANIFESTAÇÃO DE 20 DE MARÇO, às 15 horas, em Lisboa, do Largo do Camões para a Praça do Município.

ESTA FOI A GUERRA MAIS CONTESTADA. É bom recordar que, para além da recusa da ONU e outras instâncias internacionais em dar o aval que os EUA procuravam, por todo o mundo, mesmo antes da guerra ter lugar, foi viva, numerosa, diversa e abrangente a oposição da opinião pública mundial. Em Portugal e no mundo, a 15/2 e a 20 e 22/3 e 25/10, manifestaram-se milhões e milhões de pessoas que se recusaram a aceitar a vontade imperial e a mentira amplificada. A verdade é que a mobilização contra a ocupação se justifica, não parou e não pode parar.

SOB O SIGNO DA MENTIRA. À luz do direito internacional, a invasão do Iraque foi um acto criminoso. Sem base legal e à revelia da ONU, os Estados Unidos, secundados pela Grã-Bretanha e outros Estados, fabricaram justificações para o ataque: as armas de destruição massiva iraquianas são uma das mentiras mais vezes repetidas da História. A mentira tem pernas curtas: a guerra é por petróleo e pelo domínio do mundo.

A OCUPAÇÃO É A GUERRA. São os próprios militares norte-americanos que o admitem. No Iraque a guerra continua sob a forma de ocupação e revela-se também como causa da espiral de terror em que o Médio Oriente está mergulhado. Entretanto, a substituição da ditadura de Saddam pela administração colonial agravou a miséria das populações. A insegurança nas ruas e a morte passaram a fazer parte do dia-a-dia do Iraque. A Amnistia Internacional tem denunciado a prática de crimes de guerra. Aos maus-tratos dos ocupantes a prisioneiros e os casos de "punição colectiva" exercida pelos militares norte-americanos e ingleses sobre famílias e casas de alegados resistentes, reproduzindo os hábitos das forças militares israelitas na Palestina somam-se verdadeiros actos terroristas contra civis indiscriminados, numa autêntica espiral de violência. Todas estas práticas são condenadas pela Convenção de Genebra. As ocupações do Iraque e da Palestina tornam o mundo um lugar menos seguro.

BUSH FORA DO IRAQUE! O governo português comprometeu-se desde a primeira hora com o projecto norte-americano de ocupação do Iraque. A invasão foi anunciada nos Açores, sob a bandeira portuguesa. Mas o envio de 128 militares da GNR e o patrocínio à participação de um português no governo da ocupação, presidido por Paul Bremer,, além da utilização continuada da Base das Lajes, são os aspectos mais graves da submissão do governo português aos desígnios imperiais de George Bush. Só a retirada das tropas ocupantes pode abrir condições políticas e de segurança que garantam a transferência democrática da soberania para o povo iraquiano. Acabemos com a subordinação: a GNR deve regressar.

SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL. A 15 de Fevereiro de 2003, teve lugar a primeira manifestação mundial contra esta guerra. Essa mobilização atrasou, mas não pôde impedir a invasão do Iraque e o seu cortejo de horrores. Hoje, um ano depois do início da guerra no Iraque, a solidariedade internacional é essencial para parar a guerra, exigir a retirada das tropas ocupantes e a devolução da soberania ao povo iraquiano.
20 de Março, 2004. De ambos os lados do Atlântico, nos cinco continentes, erguem-se de novo as vozes que exigem paz e justiça. Portugal não faltará à chamada
 
 

 
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