Trabalhadores voltam à greve em Abril e Maio PDF Imprimir e-mail
03-Jul-2008

CARTA ABERTA EXIGE INTERVENÇÃO CAMARÁRIA NA MOVEAVEIRO

Os trabalhadores da MoveAveiro decidiram ontem em plenário voltar à Greve em Abril e Maio caso o Conselho de Administração não assuma as matérias já acordadas e reinicie as negociações para o Acordo de Empresa e entregaram ao Presidente da Câmara Municipal de Aveiro uma «Carta aberta» que exige a intervenção do edil no processo.

A «Carta aberta», disponível em www.stal.pt, lembra que a luta que os trabalhadores da MoveAveiro têm vindo a desenvolver se destina a exigir apenas o reinício das negociações para o Acordo de Empresa, que o Conselho de Administração assuma o que os seus representantes acordaram com o STAL ao longo de um ano de negociações e que lhes seja definido um dia certo para o pagamento mensal dos seus salários, considerando que os responsáveis por aquela empresa municipal, também vereadores da Câmara Municipal, demonstram uma total incapacidade e falta de vontade para o diálogo.

Informando o Presidente da Câmara Municipal de Aveiro, Élio Maia, que foi decidida a realização de mais um período de greves para Abril (dias 14, 16, 18, 22, 24, 28 e 30) e Maio (dias 2, 6, 8, 12, 14 e 16), os trabalhadores exigem a intervenção urgente do edil, «enquanto principal responsável político pelo município e consequentemente por aquela empresa de capitais exclusivamente municipais».

A «Carta aberta» considera que o Conselho de Administração da MoveAveiro se «entrincheirou na demagogia e na arrogância, escudando-se a assumir a atitude mais racional e desejável que pode evitar o prolongamento deste conflito – a do diálogo empenhado, sério e construtivo, honrando os compromissos que assumiu», pelo que se torna «cada vez mais incompreensível» que Élio Maia não intervenha no processo.

Se tal não acontecer, o STAL e os trabalhadores consideram que o Presidente da Câmara Municipal de Aveiro será «conivente com a falta de respeito pelos direitos dos trabalhadores da Moveaveiro, com a arrogância e a demagogia, com a violação do direito de negociação, com a discriminação e os salários em atraso na empresa» e «co-responsável por mais um período de greves que os trabalhadores não desejam mas são obrigados a levar a cabo».

 
< Artigo anterior   Artigo seguinte >

SEDE NACIONAL
Lisboa

Rua D. Luís I, 20 F
Tel: 210958400 | Fax: 210958469
Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o JavaScript terá de estar activado para que possa visualizar o endereço de e-mail
©2012 STAL, todos os direitos reservados.