Adesão ronda os 90% na Administração Local PDF Imprimir e-mail
06-Jul-2006

 GREVE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA COM FORTE EXPRESSÃO NAS AUTARQUIAS

O STAL saúda os milhares de trabalhadores que hoje afirmaram de forma inequívoca a condenação à política do Governo para a Administração Pública e considera que José Sócrates e o Partido Socialista não podem ficar indiferentes a estes resultados e insistir em medidas lesivas dos direitos dos trabalhadores e das populações como o encerramento cego de serviços e a lei da mobilidade.
 

A maioria dos serviços das câmaras municipais, serviços municipalizados e juntas de freguesia foram fortemente afectados pela greve, com especial relevo para a recolha de lixo e atendimento ao público, bem como as empresas municipais, transportes urbanos e bombeiros.

Sinal de revolta

Para o STAL este é um claro sinal de revolta dos trabalhadores do sector, face à ofensiva que o executivo de José Sócrates tem vindo a desencadear contra os seus direitos sociais e laborais.

Os trabalhadores não podem continuar a ser penalizados pelos erros de governação cometidos ao longo dos últimos anos e é inadmissível que o Governo insista numa «reforma» da Administração Pública que conduz à desresponsabilização do Estado e à destruição dos direitos sociais dos cidadãos, transferindo para as mãos dos privados serviços públicos essenciais como a água, a saúde, a educação ou a segurança social.
É inadmissível que o Governo e o Partido Socialista insistam em soluções que já se provou conduzirem o País e as camadas mais desfavorecidas das populações a evidentes dificuldades, agravando o atraso económico e social, em claro contraste com o que se regista na vizinha Espanha, paradoxalmente ou não, com um governo também suportado por uma maioria socialista mas com soluções muito contrárias que conduzem a um evidente desenvolvimento.

O Sindicato considera que com esta política o Governo põe em causa direitos sociais impreteríveis e fundamentais à sociedade e à própria democracia, impede o desenvolvimento económico e social e desrespeita a Constituição da República.

Continuar a luta

O Governo não pode ficar indiferente ao crescente descontentamento que se tem vindo a fazer sentir no seio dos trabalhadores da Administração Pública e na população portuguesa em geral.

É possível urgente e necessária uma politica que defenda os serviços públicos, promova uma efectiva modernização da Administração Pública e valorize os seus trabalhadores.

Os recentes projectos de «reorganização de serviços» e do «regime de mobilidade especial» apresentados pelo Governo mais não visam que, de forma articulada, aprofundar o processo de desmantelamento e privatização dos serviços e da Administração Pública, criando um gigantesco quadro de excedentes e preparando o despedimento de milhares de trabalhadores.

A forte adesão que hoje registou a Greve Nacional da Administração Pública é o resultado da condenação dos trabalhadores a estas intenções e à ofensiva generalizada que o governo lhes tem vindo a mover.

O STAL manifesta desde já a intenção de aprofundar o processo de luta e de denuncia pública a esta política, injusta e desumana, seja no âmbito da acção reivindicativa específica que tem vindo a desenvolver, seja no âmbito da luta mais geral, com a Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública e a CGTP/IN.

Lisboa, 6 de Julho de 2006

 

 


A Direcção Nacional do STAL

 

 
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