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O STAL critica a estratégia do Governo de tentar intoxicar a opinião pública com uma campanha de difamação dos trabalhadores da Administração Pública. Em vez de procurar garantir a satisfação das necessidades básicas da população o Governo de Sócrates está mais preocupado em defender os interesses dos grandes grupos económicos em serviços públicos essenciais (designadamente na água, na saúde, na educação e na segurança social), refugiando-se em medidas demagógicas, como o SIMPLEX e o PRACE, recentemente anunciadas. A suspensão do tempo de serviço para efeitos de progressão, a alteração do regime de aposentação, o congelamento das admissões e das promoções, as actualizações salariais abaixo da inflação e o ressurgimento do regime de “supranumerários” são algumas das medidas sublinhadas pelo sindicato como as que mais prejudicam os trabalhadores da Administração Local. No documento entregue no Ministério das Finanças, o STAL exige uma política salarial justa e o respeito pelos direitos dos trabalhadores, uma política que promova o combate à fraude e à evasão fiscais como forma de aumentar as receitas do Estado e a adopção de uma política que defenda e modernize os serviços do Estado e os serviços públicos, respeitando os direitos sociais dos cidadãos. A partir das 10h30 de amanhã, dia 12, junto à residência oficial do Primeiro-Ministro (Jardim Elisa Baptista de Sousa Pedroso), os sindicalistas manifestarão o repúdio pelas medidas do Governo, terminando ali a semana de vigílias do STAL.
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