Limpeza urbana da Cidade de Lisboa PDF Imprimir e-mail
12-Nov-2008

PRESIDENTE DA CÂMARA DEVE DEMONSTRAR VONTADE NEGOCIAL

As direcções do STML e do STAL saúdam a determinação e a unidade dos trabalhadores dos serviços de higiene urbana da Câmara Municipal de Lisboa na greve que hoje termina, com uma adesão global superior a noventa por cento, contra a privatização de uma parte da limpeza da cidade, por uma gestão pública de qualidade, por uma cidade de Lisboa mais limpa, por trabalho com direitos.

Ao mesmo tempo que saúdam a população lisboeta pela compreensão e solidariedade manifestadas, pesem embora os transtornos que uma greve desta dimensão causou.

Transtornos que as direcções do STML e do STAL reafirmam serem da inteira responsabilidade do poder político em maioria na CML, particularmente do seu presidente, António Costa, que não consegue esconder as verdadeiras intenções privatizadoras para este sector, porquanto:

a)Ao mesmo tempo que decorre o alegado estudo, decorrem já nos serviços da CML todos os procedimentos burocráticos necessários a uma rápida conclusão do concurso público internacional necessário para a concessão pretendida, salientando-se que está já concluído um Caderno de encargos para a zona da Baixa-Chiado;

b)Até ao momento o Presidente da CML tem afastado todas as possibilidades de admissão dos 200 cantoneiros de que actualmente carece o quadro de pessoal da autarquia, medida que contribuiria fortemente para a melhoria dos serviços de limpeza da cidade;

c)Foi ainda ontem aprovado em reunião de Câmara, com voto de qualidade de António Costa, o Orçamento para 2009, no qual se inscreve já a verba destinada à contratação da empresa privada.

Assim, o STML e o STAL, lembrando que para além da população lisboeta são os trabalhadores os mais afectados por este processo de luta, na medida em que será também nos seus salários que os efeitos destes quatro dias de greve se farão sentir, reafirma a justeza deste processo de luta e desafia desde já o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa a:

1.Reunir urgentemente com os dois sindicatos para discutir de forma séria e empenhada o problema da limpeza da cidade;

2.Suspender desde já todos os procedimentos burocráticos destinados à abertura de qualquer concurso para a contratação de uma empresa privada neste sector;

3.Retirar do Orçamento municipal para 2009 ontem aprovado a verba já orçamentada para a referida contratação, prevendo os meios financeiros necessários à admissão dos 200 trabalhadores em falta no quadro de pessoal.

 
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