Não à irresponsabilidade social, sim ao emprego! PDF Imprimir e-mail
30-Mar-2010

AMARSUL PREPARA DESPEDIMENTO DE 9 TRABALHADORES

Recorrendo a argumentos demagógicos e denotando um sentido de total irresponsabilidade social a AMARSUL, empresa encarregue da gestão do Sistema Multimunicipal de Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos da Margem Sul do Tejo, pretende despedir de forma desumana nove trabalhadores.


O STAL repudia veementemente esta atitude daquela empresa, que abrange os municípios de Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra e Setúbal e é controlada em 51% do capital pela Empresa geral de Fomento/Grupo Águas de Portugal, e declara que tudo fará para garantir que este despedimento colectivo inaceitável se não concretize.

Para além da necessária solidariedade para com os trabalhadores em causa, esta medida deve acima de tudo merecer de todos nós a mobilização firme e determinada em defesa do emprego e da estabilidade laboral, exigindo que a administração desta empresa de capitais estatais e municipais assuma a sua efectiva responsabilidade social e abandone atitudes como a que agora pretende levar a cabo, dignas do patronato mais retrógrado!

GERIR NÃO É DESPEDIR

Segundo a empresa, o despedimento decorre da desactivação da unidade de triagem de Palmela e da entrada em funcionamento da nova unidade do Seixal e do seu maior grau de automatização.

Mas a verdade é que não é forçoso que assim seja!
Bem pelo contrário!

Sabe-se que a construção da unidade de tratamento mecânico e biológico (TMB) do Seixal exigirá a contratação de dezenas de trabalhadores. Realidade que torna ainda mais inaceitável o despedimento destes trabalhadores, que podiam e deviam ser integrados na futura unidade, ou em alternativa, reclassificados.

O STAL considera que conduta da AMARSUL neste processo revela um oportunismo inaceitável, bem como evidencia uma clara sobreposição de interesses económicos sobre os direitos dos trabalhadores e contraria totalmente as afirmações proferidas nomeadamente pelo anterior Conselho Administração, no sentido de que a reconversão tecnológica em curso não geraria desemprego.

Para a história fica uma vez mais a propaganda da denominada responsabilidade social, que no caso se assume como uma total irresponsabilidade e desumanidade!

NADA JUSTIFICA A DESTRUIÇÃO DOS POSTOS DE TRABALHO!

A AMARSUL é uma empresa pública que prossegue uma missão de interesse público, realidade que por si só lhe imputa especiais e acrescidas responsabilidades, sociais mas não só.

A denominada responsabilidade social não pode ser apenas propaganda!

Além disso, e de acordo com o último Relatório e Contas disponível (2008), a AMARSUL registou um ano excepcional, apresentando, 2,16 M€ de lucros, valor nunca antes alcançado.

Não há nenhuma razão operacional, económica ou financeira que suporte esta nefasta intenção da AMARSUL!

O alargamento, melhoria e modernização dos serviços públicos prestados às populações não pode ser feito à custa da destruição de postos trabalho, de mais aumento do desemprego!

O STAL considera que este despedimento é infundado e tudo fará o que estiver ao seu alcance para que este não se concretize.

O STAL apela à mobilização dos trabalhadores em defesa dos postos de trabalho e não deixará de confrontar a EGF (Grupo Águas de Portugal) e os municípios accionistas da empresa com as suas responsabilidades, exigindo que as assumam de forma firme e inequívoca.

icon 30-03-2010 - Comunicado - Despedimentos AMARSUL (146.73 kB) 

 
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