AMARSUL PREPARA DESPEDIMENTO DE 9 TRABALHADORES
Recorrendo a argumentos demagógicos e denotando um sentido de total irresponsabilidade social a AMARSUL, empresa encarregue da gestão do Sistema Multimunicipal de Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos da Margem Sul do Tejo, pretende despedir de forma desumana nove trabalhadores.
O STAL repudia veementemente esta atitude daquela empresa, que abrange
os municípios de Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela,
Seixal, Sesimbra e Setúbal e é controlada em 51% do capital pela Empresa
geral de Fomento/Grupo Águas de Portugal, e declara que tudo fará para
garantir que este despedimento colectivo inaceitável se não concretize.
Para além da necessária solidariedade para com os trabalhadores em
causa, esta medida deve acima de tudo merecer de todos nós a mobilização
firme e determinada em defesa do emprego e da estabilidade laboral,
exigindo que a administração desta empresa de capitais estatais e
municipais assuma a sua efectiva responsabilidade social e abandone
atitudes como a que agora pretende levar a cabo, dignas do patronato
mais retrógrado!
GERIR NÃO É DESPEDIR
Segundo a empresa, o despedimento decorre da desactivação da unidade de
triagem de Palmela e da entrada em funcionamento da nova unidade do
Seixal e do seu maior grau de automatização.
Mas a verdade é que não é forçoso que assim seja!
Bem pelo contrário!
Sabe-se que a construção da unidade de tratamento mecânico e biológico
(TMB) do Seixal exigirá a contratação de dezenas de trabalhadores.
Realidade que torna ainda mais inaceitável o despedimento destes
trabalhadores, que podiam e deviam ser integrados na futura unidade, ou
em alternativa, reclassificados.
O STAL considera que conduta da AMARSUL neste processo revela um
oportunismo inaceitável, bem como evidencia uma clara sobreposição de
interesses económicos sobre os direitos dos trabalhadores e contraria
totalmente as afirmações proferidas nomeadamente pelo anterior Conselho
Administração, no sentido de que a reconversão tecnológica em curso não
geraria desemprego.
Para a história fica uma vez mais a propaganda da denominada
responsabilidade social, que no caso se assume como uma total
irresponsabilidade e desumanidade!
NADA JUSTIFICA A DESTRUIÇÃO DOS POSTOS DE TRABALHO!
A AMARSUL é uma empresa pública que prossegue uma missão de interesse
público, realidade que por si só lhe imputa especiais e acrescidas
responsabilidades, sociais mas não só.
A denominada responsabilidade social não pode ser apenas propaganda!
Além disso, e de acordo com o último Relatório e Contas disponível
(2008), a AMARSUL registou um ano excepcional, apresentando, 2,16 M€ de
lucros, valor nunca antes alcançado.
Não há nenhuma razão operacional, económica ou financeira que suporte
esta nefasta intenção da AMARSUL!
O alargamento, melhoria e modernização dos serviços públicos prestados
às populações não pode ser feito à custa da destruição de postos
trabalho, de mais aumento do desemprego!
O STAL considera que este despedimento é infundado e tudo fará o que
estiver ao seu alcance para que este não se concretize.
O STAL apela à mobilização dos trabalhadores em defesa dos postos de
trabalho e não deixará de confrontar a EGF (Grupo Águas de Portugal) e
os municípios accionistas da empresa com as suas responsabilidades,
exigindo que as assumam de forma firme e inequívoca.
30-03-2010 - Comunicado - Despedimentos AMARSUL (146.73 kB)
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