Greve e Manifestação em Fevereiro e Março PDF Imprimir e-mail
25-Jan-2008

TRABALHADORES DA MOVEAVEIRO VOLTAM À LUTA

Os trabalhadores da Moveaveiro decidiram hoje um novo período de greves, em Fevereiro e em Março, caso o Conselho de Administração da Moveaveiro mantenha o bloqueio às negociações do Acordo de Empresa.

No dia 13 de Fevereiro será realizada uma Manifestação para a Câmara Municipal de Aveiro e os trabalhadores paralisarão entre as 15 e as 19.00 horas.

O Plenário de trabalhadores hoje reunido decidiu também um novo período de greves à primeira hora e meia de cada jornada de trabalho, de 25 a 29 de Fevereiro e de 3 a 7 de Março.

Numa resolução que será entregue ao presidente da Câmara Municipal de Aveiro e ao Conselho de Administração da Moveaveiro os trabalhadores lembram que «tal como foi afirmado no decurso da greve que ora termina, o reinício do processo negocial deverá ser assumido através da assinatura de uma acta de consolidação das matérias já acordadas pelas equipas negociais e a calendarização das próximas reuniões negociais».

Os trabalhadores condenam também «qualquer intenção de privatização ou concessão da empresa, total ou parcial, e afirmam a convicção de que o caminho para o equilíbrio financeiro da empresa e da própria autarquia, garantindo os direitos dos trabalhadores e dos utentes dos transportes municipais de Aveiro, bem como da prestação deste valioso serviço social que a autarquia presta aos aveirenses, passa por uma lógica de assumpção das responsabilidades financeiras do município na Moveaveiro e, mesmo pela remunicipalização destes serviços»

Face ao «sistemático e inadmissível atraso no pagamento dos seus salários» os trabalhadores decidiram ainda mandatar o STAL para emitir um «pré-aviso de greve que lhes possibilite paralisar o serviço sempre que a situação se repita. O pré-aviso deverá prever uma greve de 24 horas no dia útil subsequente àquele em que os trabalhadores da Câmara Municipal e dos Serviços Municipais recebem, normalmente o dia 20».

A resolução, que afirma ainda não ter sido recebido pelo STAL qualquer contraproposta ao Acordo de Empresa, considera que as afirmações proferidas pelo Conselho de Administração nesse sentido não passaram de uma «vergonhosa tentativa de manipulação da opinião pública e da imprensa».

Lembrando que «os trabalhadores são os primeiros a não desejar a situação de conflitualidade laboral que se vive na Moveaveiro», a resolução considera que «a mesma é da inteira responsabilidade do seu Conselho de Administração, que tem demonstrado uma total incapacidade e falta de vontade negocial» e termina com a exigência ao «Presidente da Câmara Municipal de Aveiro, principal responsável político pela autarquia e pela própria empresa, de capital exclusivamente municipal, uma intervenção firme e enérgica no sentido de garantir o exercício pleno do direito de negociação, terminar com a vergonha e a falta de respeito que constituiu o sistemático atraso no pagamento dos salários e encontrar soluções que evitem a privatização destes serviços».


Aveiro, 25 de Janeiro de 2008

A Direcção Regional de Aveiro

 
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