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Governo condiciona negociações ao PEC 3 |
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07-Out-2010 |
FRENTE COMUM NÃO ACEITA PARTICIPAR EM SIMULAÇÃO NEGOCIAL
Na primeira reunião de negociação geral anual para 2011 convocada pelo Governo, a Frente Comum declarou não estar disponível para participar no autêntico simulacro negocial que o Ministro das Finanças pretendeu encenar, condicionando o processo ao anúncio das medidas de austeridade já anunciadas em torno do PEC 3.
Em declaração entregue ao Ministro das Finanças, a Frente Comum denunciou que o Governo não admite outra hipótese senão «a imposição da redução dos salários e pensões e da eliminação dos direitos», ficando desta forma claro que «entende o presente processo negocial como uma simples formalidade legal – que está constitucionalmente obrigado a cumprir –, mas sem conteúdo substantivo, não tendo minimamente em consideração a Proposta Reivindicativa Comum apresentada pela Frente Comum.»
Perante tal atitude de desrespeito pelos trabalhadores e de desprezo pelas propostas sindicais, a Frente Comum Entregou uma declaração com sete pontos, de que se destaca a manutenção da proposta negocial que apresentou (PRC/2011), a afirmação de que considera inadmissível e mesmo de duvidosa legalidade a pretensão de redução de salários dos trabalhadores, o entendimento de que a melhoria dos salários constitui uma via favorável ao desenvolvimento da economia nacional e a exigência de uma política que aposte nas receitas, nomeadamente através do sector financeiro, e que combata os desperdícios na Administração Pública.
07-10-2010 - Declaração - Frente comum (42.72 kB)
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