Adesão total nos transportes urbanos PDF Imprimir e-mail
16-Jan-2008

TERCEIRO DIA DE GREVE NA MOVEAVEIRO

Os transportes urbanos em Aveiro voltaram a paralisar totalmente nas primeiras horas do terceiro dia de greve na Moveaveiro e a empresa continua a violar a lei da greve nas lanchas que asseguram a ligação com S. Jacinto, ao mesmo tempo que exerce coacção e chantagem sobre os trabalhadores em greve.

Em ofício ontem enviado a Élio Maia, Presidente da Câmara Municipal de Aveiro, o STAL solicitou a sua intervenção imediata no sentido de pôr cobro aos actos ilegais que a Administração da Moveaveiro tem vindo a levar a cabo, «que poderiam e deveriam ser substituídos por uma efectiva postura negocial que lamentavelmente até ao momento ainda não se verificou, afinal a principal reivindicação dos trabalhadores nesta Greve».

O Sindicato contesta a substituição de trabalhadores em greve por trabalhadores escalados para turnos diferentes, dois dos quais não estavam sequer matriculados na Capitania do Porto de Aveiro para poderem operar nas lanchas que fazem a ligação a S. Jacinto e ontem foram multados pela Polícia Marítima quando navegavam na lancha «Santa Joana».

Sobre esse processo, o STAL lembra ainda a Élio Maia e ao vereador Pedro Ferreira, presidente do Conselho de Administração da Moveaveiro, que a utilização da embarcação ontem apreendida pela Polícia Marítima desfalcada do motorista mecânico constituiu um acto irresponsável que «afronta as normas de navegação marítima e faz perigar as condições de segurança dos demais tripulantes e dos utentes».

O STAL acusa ainda a Moveaveiro de estar a utilizar de forma demagógica a necessidade de serem assegurados os serviços mínimos, porquanto a empresa teve conhecimento da Greve em 6 de Dezembro, nunca refutou o aviso prévio emitido no dia 26 desse mesmo mês e, a provar a completa irresponsabilidade que tem pautado a sua atitude em todo este processo, nem tão pouco compareceu numa reunião convocada pelo Ministério do Trabalho para o dia 2 de Janeiro, com o objectivo de analisar a prestação de tais serviços, como prova cópia da acta então elaborada que se anexa.

O sindicato repudia as atitudes da empresa, a que se junta a recente intervenção do seu Director Geral, Miguel Caeiro, que exorbitando as suas funções tem vindo a exercer inadmissíveis actos de coacção sobre os trabalhadores dos transportes fluviais, e reitera o propósito de accionar os meios legais necessários ao integral reconhecimento do direito à greve e à devida punição dos responsáveis pelos actos de violação da lei da greve e das liberdades individuais dos trabalhadores.

O reinício das negociações para o Acordo de Empresa na Moveaveiro bloqueadas pela administração desde Abril de 2007 e a consolidação das matérias já negociadas e acordadas são a principal razão desta greve parcial, que irá durar até ao final da próxima semana, pelo que o Sindicato considera inadmissível e totalmente irresponsável que a Moveaveiro não tenha até ao momento feito qualquer esforço para evitar a sua continuação.

O STAL realça a determinação dos trabalhadores da Moveaveiro na luta pelo direito de negociação e reafirma que os transtornos que esta greve tem vindo a causar aos utentes dos transportes urbanos e fluviais de Aveiro são da responsabilidade da Moveaveiro e da própria Câmara Municipal, única proprietária daquela empresa, que com a sua passividade permite que se mantenha a atitude arrogante, irresponsável e antidemocrática dos seus administradores, também vereadores na autarquia.


Aveiro, 16 de Janeiro de 2008

A Direcção Regional de Aveiro

 
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