Administração viola lei da greve e pressiona trabalhadores PDF Imprimir e-mail
15-Jan-2008

GREVE NA MOVEAVEIRO

O segundo dia de paralisação na Moveaveiro conhece uma adesão quase total, apesar das pressões da empresa e da substituição de trabalhadores em greve. O STAL considera que a Administração da empresa está a agir de forma irresponsável e ilegal, prejudicando os utentes dos transportes urbanos e fluviais e prolongando um conflito que pode e deve ser resolvido através da via negocial.

Em S. Jacinto as lanchas fizeram o transporte de passageiros apenas devido à substituição de trabalhadores em greve, atitude que viola de forma grosseira a lei e a Constituição da República, que o STAL repudia e irá denunciar junto das entidades judiciais competentes.

O Sindicato denuncia ainda a utilização de uma lancha em condições que fazem perigar a segurança dos passageiros, uma vez que a mesma circulou sem o motorista mecânico, situação que mereceu a intervenção pronta da polícia marítima.

Sobre a alegada necessidade de prestação de serviços mínimos, o STAL não pode deixar de lembrar que o aviso prévio para esta greve, emitido em 6 de Dezembro, cumpriu escrupulosamente a legislação em vigor, informando que devido à curta duração da mesma não se justifica a prestação daqueles serviços. Ainda assim o sindicato fez-se representar numa reunião convocada para esse fim pelo Ministério do Trabalho, no passado dia 2 de Janeiro, reunião a que insolitamente a Administração da Moveaveiro não compareceu.

Assim, mais uma vez o STAL não pode deixar de repudiar a atitude da Administração da Moveaveiro em todo este processo, que se pauta por uma total irresponsabilidade e falta de vontade na gestão de um conflito que provocou e insiste em manter, ao recusar-se a reconhecer aos trabalhadores um direito tão simples e legítimo como o da negociação.

Os trabalhadores da Moveaveiro estão firmes e determinados em manter a sua luta até que aquele direito lhes seja reconhecido e o STAL considera que é à Administração da Moveaveiro que devem ser assacadas todas as responsabilidade pelos transtornos que a greve está a causar nos utentes dos transportes urbanos e fluviais, bem como à própria Câmara Municipal que com a sua passividade permite que se mantenha a atitude arrogante dos seus administradores, afinal também vereadores na autarquia.

Aveiro, 15 de Janeiro de 2008
A Direcção Regional de Aveiro

 
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