Duas semanas de greve a partir de segunda-feira. PDF Imprimir e-mail
11-Jan-2008

TRABALHADORES DA MOVEAVEIRO EXIGEM NEGOCIAÇÃO

Os trabalhadores da Moveaveiro iniciam na próxima segunda feira, 14, duas semanas de greves parciais, exigindo que a Administração da empresa conclua as negociações para o Acordo de Empresa, bloqueado desde Abril do ano passado.

A Greve, convocada pelo STAL, será realizada na primeira hora e meia da jornada de trabalho de cada trabalhador, de 14 a 18 e de 21 a 25 de Janeiro, afectando sobretudo as primeiras carreiras dos transportes urbanos em cada turno que se inicia.

O Sindicato, que espera uma forte adesão à greve, prevendo que os impactos se façam sentir na organização das diversas carreiras de transportes urbanos assegurados pela Moveaveiro, uma vez que os trabalhadores iniciam a sua jornada de trabalho em diversos períodos de cada dia, em sistema de turnos, tem vindo a distribuir um comunicado aos utentes e à população de Aveiro, através do qual considera que «a responsabilidade pelos transtornos» que a greve irá causar é da inteira responsabilidade da Administração da Moveaveiro e da Câmara Municipal, única proprietária da Empresa.

Adiamentos duvidosos

No comunicado o Sindicato acusa que a administração da Moveaveiro «se recusa a concluir as negociações para o Acordo de Empresa, nega direitos e discrimina trabalhadores», lembrando que as mesmas tiveram início em 7 de Abril de 2006 e estão bloqueadas desde 13 de Abril do ano passado.

Também o presidente do Conselho de Administração da Moveaveiro e Vereador na Câmara Municipal, Dr. Pedro Ferreira, é acusado de faltar aos compromissos assumidos, uma vez que em Outubro do ano passado tinha assumido com o Sindicato «a conclusão das negociações, que seriam reiniciadas com reuniões quinzenais», o que nunca veio a acontecer.

Ao invés, na reunião em que o processo negocial deveria ter sido reatado foi solicitado novo adiamento, pretensamente para que pudesse ser elaborado um estudo sobre o impacto económico do Acordo na empresa, entretanto concluído.

Direito de negociação

No comunicado o STAL lembra que no Acordo de Empresa «os trabalhadores não pedem a Lua!... Exigem apenas o direito de negociação, a consolidação dos seus direitos, a efectivação dos compromissos assumidos pela Câmara e o fim das discriminações laborais que actualmente existem, nomeadamente ao nível do horário de trabalho e do pagamento dos seus salários em dia certo».

O Sindicato lembra ainda os diversos contactos que foi fazendo com a Administração da Moveaveiro, o Presidente da Câmara Municipal e mesmo a Assembleia Municipal, considerando que o recurso à greve foi evitada ao máximo, uma vez que «para além de causar transtornos aos utentes dos transportes prejudica também fortemente os trabalhadores, aqueles que afinal verão descontados nos seus salários os períodos da greve que vão efectuar»

No entanto, «nem os administradores da Moveaveiro, também vereadores na Câmara Municipal, nem a própria autarquia foram sensíveis ao problema. Como não são sensíveis aos problemas dos trabalhadores, de que é exemplo o sistemático atraso no pagamento dos seus salários. Ainda em Dezembro o subsídio de Natal foi pago com atraso, e o salário desse mês foi apenas pago em Janeiro».

Lisboa, 11 de Janeiro de 2008
A Direcção Nacional do STAL

 
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