STAL defende estrutura assente no profissionalismo PDF Imprimir e-mail
01-Fev-2011

BOMBEIROS NA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO

O STAL – Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local encara com alguma preocupação as notícias recentemente veiculadas que a Junta Metropolitana do Porto pretende implementar um corpo único que agregue os bombeiros da Área Metropolitana do Porto.

Perante esta declaração de intenções, o STAL afirma de forma clara e inequívoca que a criação de um qualquer corpo de bombeiros que agregue as várias realidades existentes em termos de corpos de bombeiros na Área Metropolitana do Porto, ou em qualquer outra, não poderá deixar de passar por uma estrutura assente no profissionalismo e na valorização profissional dos bombeiros, que assegure de forma efectiva o socorro e salvaguarda das populações por ela servida.

Num momento em que a crise económica internacional serve de desculpa para a destruição de importantes serviços públicos, processos desta natureza não podem servir de desculpa para a implementação de uma perspectiva economicista que fragilize a salvaguarda de pessoas e bens e reduza os direitos e garantias dos homens e mulheres quer diariamente envergam a farda de bombeiro para assim prestarem importantes serviços às populações.

O STAL afirma que processos desta natureza não podem deixar de passar por um processo de discussão pública entre todas as partes envolvidas, e em especial, pelos claros reflexos laborais que uma tal medida encerra, por um processo negocial com as estruturas representativas dos trabalhadores, que defina de forma clara as condições laborais dos profissionais que irão desempenhar funções nesta estrutura.

Uma estrutura que agregue corpos de bombeiros dependentes de municípios e corpos dependentes do movimento associativo, terá forçosamente que ter como pressuposto base da sua criação o máximo denominador comum, que neste caso serão inegavelmente os corpos de bombeiros sapadores do Porto e de Gaia, que ao longo dos anos se têm vindo a assumir como estruturas de referência em termos da qualidade dos serviços prestados às populações.

Por outro lado a integração nesta estrutura de corpos de bombeiros do movimento associativo, terá que passar pela adequação das condições existentes nestes às experiências adquiridas nos corpos de bombeiros sapadores da Área Metropolitana do Porto, sendo certo que, já hoje, pelas exigências cada vez maiores da sociedade moderna, as Associações Humanitárias de Bombeiros fazem assentar os seus serviços às populações numa estrutura profissional, cuja formação e carreira profissional se quer e se exige cada vez mais valorizada.

O STAL defende que o futuro da Protecção Civil em Portugal terá que passar forçosamente por uma estrutura cada vez mais profissionalizada, com direitos e deveres perfeitamente definidos, assente em regras de financiamento claras e transparentes, que assegure uma formação profissional contínua dos seus elementos como base fundamental para uma cada vez maior qualidade dos serviços que estes homens e mulheres prestam diariamente às populações e que tome como referência a valorização profissional destes bombeiros.

 
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