STAL condena redução de autarquias e de trabalhadores PDF Imprimir e-mail
04-Mai-2011

ATENTADO À DEMOCRACIA, À DESCENTRALIZAÇÃO, AO EMPREGO E AO DESENVOLVIMENTO

O STAL condena o objectivo acordado entre o governo português e a «troika» que aponta para a redução do número de autarquias e de trabalhadores, considerando que se trata de um violento e inadmissível atentado à democracia, à descentralização, ao emprego e ao desenvolvimento do País.

Para além das medidas de austeridade profundamente lesivas dos trabalhadores, dos ataques aos direitos laborais, da liberalização dos despedimentos e das intenções privatizadoras que se anunciam, a Direcção Nacional do STAL não pode deixar de manifestar profunda apreensão pela notícia hoje difundida que aponta para a inclusão da obrigatoriedade de em 2012 ser diminuído o número de autarquias e de serem reduzidos os seus trabalhadores em dois por cento.

Retira-se direitos e condições de vida aos trabalhadores e ao povo português para que o FMI, o Banco Central Europeu e Bancos Portugueses, continuem a acumular lucros gigantescos.

Do pouco que ainda se conhece efectivamente do acordo realizado entre o governo e a «troika» constituída pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), União Europeia (UE) e Banco Central Europeu (BCE), esta é uma notícia que não pode deixar de preocupar os trabalhadores do sector, mas também as populações em geral.

O STAL chama a atenção para o papel fundamental que as autarquias têm desempenhado ao longo dos últimos trinta e sete anos no combate aos atrasos estruturais e à interioridade a que meio século de ditadura fascista votou o país e as suas populações, seja pela acção determinante na criação de infra-estruturas e de prestação de serviços públicos essenciais às populações, seja na dinamização do investimento e na criação de emprego, directa e indirectamente.
 
Num momento em que o desemprego assume proporções alarmantes, o objectivo de reduzir o número de autarquias e de trabalhadores só pode ser encarado como um objectivo de contornos profundamente suicidas e mesmo terroristas, pelo que a Direcção Nacional do STAL manifesta desde já a firme oposição a este ignóbil propósito e declara firme intenção de o combater por todos os meios.

Para o STAL esta é mais uma intenção que reforça as já bastas razões dos trabalhadores para a intensificação da luta, particularmente para a Manifestação Nacional da CGTP-IN convocada para o próximo dia 19 de Maio.

Combate que não pode deixar de passar pelas eleições legislativas de 5 de Junho, na quais o Sindicato considera que os trabalhadores devem participar massivamente e, transformando o voto em luta, condenar os responsáveis pelas políticas de direita prosseguidas ao longo das últimas três décadas – PS, PSD e CDS/PP – os mesmos que hoje se curvam subservientemente ante os ditames do FMI e se preparam para arrastar o país para o caos, para a recessão, para o desemprego e para a pobreza, degradando as condições de vida dos trabalhadores e das populações e favorecendo despudoradamente o aumento das grandes fortunas.

 
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