STAL condena brutalidade policial contra manifestantes em Lyon PDF Imprimir e-mail
10-Out-2011

SOLIDARIEDADE, CONSTERNAÇÃO E REPÚDIO

O STAL manifesta solidariedade com os manifestantes do sector da saúde em Lyon brutalmente agredidos pelas forças policiais, repudia veementemente o uso desproporcional e injustificado de força e afirma a sua consternação pelo resultado de três enfermeiras feridas, duas em estado grave e particularmente uma activista sindical da CGT que corre perigo de vida.

É inadmissível que a polícia francesa tenha usado de força despropositada, particularmente pelo lançamento de gás lacrimogéneo, contra os cerca de mil e quinhentos trabalhadores que no dia 7 de Outubro participaram em Lyon numa manifestação organizada pela CGT - Federação dos Estabelecimentos Hospitalares e de Ajuda à Pessoa (FEHAP) – em protesto contra o fim das convenções colectivas do sector médico social.

Tal como um pouco por toda a Europa cresce também em França a repressão policial e o uso da força contra aqueles que na rua ousam lutar, panorama que na opinião da Direcção Nacional do STAL reflecte o nervosismo crescente do poder neoliberal dominante que a todo o custo procura rechaçar quaisquer focos de contestação e de protesto.

Para a Direcção Nacional do STAL o problema não está localizado nesta ou naquela região, neste ou naquele país, mas sim numa Europa que é cada vez mais a Europa do capital e dos poderosos, uma Europa que age contra os trabalhadores e procura a todo o custo aumentar margens de exploração, atacando direitos, reduzindo salários e destruindo serviços públicos. O neoliberalismo quer desta forma deitar por terra as principais conquistas dos trabalhadores alcançadas durante décadas de luta, procurando alcançar patamares que constituem um autêntico retrocesso social, apenas vistos no Séc. XII.

Neste caso em Lyon, o fim das convenções colectivas do sector médico social representa uma das faces desta ofensiva – a do ataque à contratação colectiva.

Por isso o STAL considera que é fundamental a intensificação da luta dos trabalhadores a todos os níveis – nos locais de trabalho, nas ruas, em cada país e no espaço europeu em geral – uma luta que é cada vez mais uma luta de todos nós contra o neoliberalismo, o empobrecimento e as injustiças, pelos direitos, pelos salários, pelo emprego, pelos serviços públicos, por uma Europa justa e solidária, pelo futuro e pela democracia.

 

 

 

 
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