É preciso resistir,a luta vai aumentar PDF Imprimir e-mail
14-Out-2011

STAL REPUDIA NOVO ROUBO AOS TRABALHADORES

O STAL repudia veementemente o anúncio de novas medidas de austeridade, particularmente a eliminação e os cortes nos subsídios de Natal e de Férias e o aumento do horário de trabalho, que penalizam de novo fortemente o País e em nada ajudarão a um efectivo combate à crise, antes contribuem para agravar a pobreza e aumentar as injustiças.

Para o STAL o anúncio do Primeiro-ministro feito ontem ao país, a fazer lembrar as bafientas conversas em família dos tempos salazaristas de má memória, representa uma ignóbil declaração de roubo à generalidade dos trabalhadores, particularmente os da Administração Pública e do respectivo sector empresarial, que não pode deixar de merecer a devida resposta através da intensificação da luta a todos os níveis.

O STAL considera que com estas medidas a coligação governamental PSD/CDS-PP pretende mais uma vez fazer incidir sobre os trabalhadores a factura de uma crise que foi criada sobretudo pelas políticas neoliberais levadas a cabo ao longo das últimas décadas, as mesmas políticas que agora são intensificadas e atiram vertiginosamente o país para a recessão e para o caos.

Desta feita, não só mais uma vez os principais responsáveis pela crise continuam impunes como o próprio patronato é beneficiado pelo aumento da jornada de trabalho em meia hora diária, aumento que em nada contribui para combater os alegados problemas da dívida mas permite aumentar os seus lucros e as margens de exploração dos trabalhadores.   

O discurso oficial das inevitabilidades e do sacrifício colectivo pelo país não colhem mais junto daqueles que sofrem na pele, pelo agravamento insustentável das suas condições de vida, as consequências de um rumo político que potencia as injustiças, as desigualdades e a imoralidade, pelo que a consequência inevitável será o aumento da revolta e da contestação.

A Direcção Nacional do Sindicato reafirma que existem outras soluções para o combate à crise, soluções que não podem passar pela imposição de sacrifícios aos mesmos de sempre.

Por isso o STAL manifesta a sua firme determinação em intensificar sem tréguas e por todos os meios o combate às medidas agora anunciadas e a toda a panóplia de investidas contra os trabalhadores, as populações em geral e os serviços públicos que o governo PSD/CDS-PP tem vindo a preparar, apelando à unidade e à determinação na luta que é mais do que nunca fundamental levar a cabo, luta que no Plenário Nacional da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, agendado para o próximo dia 21, no Rossio em Lisboa, terá forte expressão mas irá seguramente conhecer patamares mais elevados.

 

 
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