Greve Geral paralisa recolha de lixo PDF Imprimir e-mail
24-Nov-2011

TRABALHADORES NÃO CEDEM A PRESSÕES

Recolha do lixo paralisada no país marca a adesão dos trabalhadores da Administração Local à Greve Geral, que regista como episódios negativos o exercício de medidas de coação em Oeiras, com intervenção do Serviço de Intervenção Rápida da PSP, e a violação da lei da Greve em Sintra, onde foi contratada uma empresa privada para substituir trabalhadores grevistas.

A paralisação generalizada dos serviços de recolha de lixo confirma a fortíssima adesão dos trabalhadores da Administração Local à Greve Geral, tendência que pelas indicações disponíveis no STAL se confirmará na maioria dos serviços camarários, juntas de freguesia, empresas municipais e privadas, bombeiros e diversas entidades que operam no sector.

O STAL denuncia e repugna veementemente a atitude intimidatória da Câmara Municipal de Oeiras, particularmente do seu Vice-presidente que se fez acompanhar nos estaleiros da autarquia com agentes da PSP no sentido de coagir os trabalhadores.

Ao início da noite a totalidade dos trabalhadores aderiu à greve, sentido que foi quebrado apenas pela acção do Serviço de Intervenção Rápida (SIR) da PSP, que exibindo metralhadoras e ameaçando com violência física, materializou a coação exercida pelo autarca e obrigou à saída de três viaturas, pelas traseiras dos estaleiros, alegadamente para a prestação de serviços mínimos que não existem.

Para o STAL não deixa de ser relevante que ainda ontem, 23 de Outubro, a greve tenha sido discutida em reunião de Câmara, onde foram inclusive adiantadas previsões de uma adesão a rondar os 50 por cento. Trata-se de um facto que indica claramente a existência prévia de coacção junto dos trabalhadores, que o sindicato repudia.   

Em Sintra a Administração da HPEM, empresa municipal responsável pela recolha de resíduos sólidos, contratou uma empresa privada para recolher lixo em diversos pontos do concelho. Activistas do piquete de greve intervieram junto dos camiões prevaricadores e o STAL, que condenou prontamente a atitude ilegal daquela empresa e exige a tomada de medidas por parte da autarquia, irá accionar os mecanismos legais para que os responsáveis por esta violação da lei da greve sejam punidos.

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