Mais de 85% dizem não aos roubos, à imoralidade e à injustiça PDF Imprimir e-mail
24-Nov-2011

ADMINISTRAÇÃO LOCAL EM FORÇA NA GREVE GERAL

 

Com uma adesão global que se situa acima dos 85%, os trabalhadores da Administração Local aderiram massivamente à Greve Geral e deram um sinal inquestionável de revolta contra a política de roubos, injusta e imoral do governo PSD/CDS-PP de Passos Coelho e Paulo Portas. A luta vai continuar já no dia 30 de Novembro, na concentração de protesto convocada para a Assembleia da República, e no dia 12 de Dezembro, na Tribuna Pública em defesa do Poder Pocal, contra a redução de autarquias e de trabalhadores ao seu serviço.

O STAL saúda calorosamente os milhares de trabalhadores das câmaras municipais, serviços municipalizados, juntas de freguesia, empresas municipais e concessionárias de serviços públicos locais, bombeiros, escolas, jardins de infância, transporte urbanos municipais e demais entidades inseridas no âmbito da Administração Local e Regional, que hoje deram corpo ao seu descontentamento e à sua revolta numa poderosa adesão a esta Greve Geral.

Ao mesmo tempo o sindicato manifesta a sua solidariedade para com todos aqueles que apoiam inequivocamente os objectivos desta jornada de luta mas não puderam materializar a sua adesão efectiva, sobretudo devido à situação precária em que se encontram.

Também as diversas situações de pressão, chantagem e coacção que se fizeram sentir em diversos locais de trabalho merecem uma palavra especial do STAL, particularmente dirigida aos trabalhadores que de forma ignóbil foram feridos na sua dignidade e no seu direito inalienável à greve, condenando desde já autarcas, chefias e forças de segurança que de uma ou de outra forma foram protagonistas directos ou coniventes com inqualificáveis actos de violação da lei da greve, destacando-se desde já as situações vividas em Oeiras, em Sintra, em Braga e na Madeira.

Descontentamento, paralisação geral e confiança na luta

A paralisação de uma enorme quantidade de serviços das diversas entidades que integram a Administração Local e Regional constitui a pedra de toque da Greve Geral no sector, realidade que redobra a confiança na luta que os trabalhadores vão ter de continuar a levar a cabo.

Lixo por recolher na maioria das cidades do país e transportes públicos paralisados e centenas de serviços de atendimento ao público encerrados constituem alguns dos impactos mais visíveis da greve, que também levou ao encerramento de juntas de freguesia, museus, bibliotecas, parques desportivos, serviços de fiscalização, escolas e jardins-de-infância, afectando ainda bombeiros municipais, sapadores e associações humanitárias de bombeiros voluntários.  

A política injusta e imoral de austeridade que o Governo PSD/CDS-PP tem vindo a levar a cabo provoca um sentimento crescente de revolta nos trabalhadores do sector, seja pelos roubos de que estão a ser alvo este ano e pelos que se anunciam para 2012, particularmente nos subsídios de férias e de Natal, seja pelo aumento generalizado do custo de vida, do ataque aos direitos, ao Poder Local e aos serviços públicos, em claro contraste com as facilidades concedidas ao sector financeiro e aos grandes grupos económicos e a inexistência de um efectivo combate à corrupção, à fraude e à evasão fiscal.

Foi esta política que a elevada adesão à Greve Geral hoje condenou, pelo que o STAL considera urgente uma ruptura efectiva com a injustiça e a imoralidade que têm pautado a acção governativa da actual coligação PSD/CDS-PP, onde não falta a corrupção e o envolvimento de figuras públicas pertencentes ao chamado arco do poder em situações pouco claras.  

Os trabalhadores ganham cada vez mais consciência de que as inevitabilidades que o Governo e a panóplia de comentadores de ocasião ao seu serviço anunciam na comunicação social não passam das mesmas bafientas receitas que há muito provaram não resolver de facto os problemas do país, antes os agravam e conduzem assustadoramente a economia nacional para a recessão.

Por isso a luta vai continuar e o STAL tem desde já agendada para o próximo dia 30 de Novembro uma concentração de protesto na Assembleia da República, aquando da votação do Orçamento do Estado, acção que se insere no âmbito de uma jornada europeia de luta promovida pela Federação Sindical Europeia de Sindicatos de Serviços Públicos (FSESP).

Também para dia 12 de Dezembro está marcada para a Assembleia da República uma Tribuna Pública em defesa do Poder Local, contra a redução de autarquias e de trabalhadores, momento em que o STAL pretende entregar no parlamento uma petição que conta já com milhares de assinaturas.

Punir coações e violações da lei

O STAL afirma que irá accionar todos os mecanismos legais e institucionais para punir os responsáveis por diversos actos de coação, chantagem e violação da lei da greve que ocorreram em algumas autarquias.

Em Oeiras a PSP e o Serviço de Intervenção Rápida protegeram as medidas de coação do vice-presidente da autarquia e agiram contra o piquete de greve para facilitar a saída, à socapa, de viaturas; em Sintra a HPEM, empresa municipal responsável pela higiene urbana contratou uma empresa privada para substituir trabalhadores em greve. http://www.stal.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=742&Itemid=1 , http://www.stal.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=746&Itemid=1

Também em Braga a PSP agiu contra o piquete de greve na empresa municipal AGERE  
 http://www.stal.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=745&Itemid=1 .

O STAL repudia veementemente estes ignóbeis actos de violação da lei da Greve, actos de demonstram a inquietude dos esbirros da direita instalada no Governo e dos grandes grupos económicos face à crescente contestação dos trabalhadores.

A resposta foi firme, como firme será a continuação da luta e a intervenção do sindicato para que os responsáveis por estes actos sejam punidos, pugnando pela defesa dos direitos dos trabalhadores que representa.
 
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