Saudação PDF Imprimir e-mail
16-Fev-2012
Lisboa encheu-se de luta no dia 11 de Fevereiro e o Terreiro do Paço foi transformado num autêntico «Terreiro do Povo», um terreiro de revolta contra a austeridade, os cortes nos salários e nos subsídios de Férias e de Natal, o ataque aos direitos, a degradação do poder de compra e as privatizações, em contraposição com os favores, o amigismo e as facilidades aos patrões e ao capital.

Vieram do norte, do sul e do centro, das câmaras, das juntas de freguesia, dos serviços municipalizados, das empresas municipais e concessionárias de serviços públicos locais, dos bombeiros, das escolas, da administração pública central, dos hospitais e dos mais variados sectores de actividade.

Para além das diferenças de cada uma e de cada um, foi a revolta, o protesto e a vontade de lutar que uniu este mar de gente. Gente que sofre na pele os efeitos de uma política miserável, injusta e imoral que o Governo PSD/CD-PP teima em levar por diante, gente a quem Passos Coelho tem a pouca vergonha de chamar piegas mas que não se verga nem se deixa quebrar.

No dia 11 fomos mais de 300 mil em Lisboa, mas muitos mais estiveram solidários com o protesto e a luta que levamos a cabo e vamos continuar a travar. A Direcção Nacional do STAL saúda por isso todos -  aqueles que acorreram a esta grandiosa jornada de luta mas também aqueles que pelas mais variadas razões não puderam participar na Manifestação Nacional da CGTP-IN – e afirma que o dia 11 não foi um ponto de chegada, antes constitui mais um momento de afirmação deste combate que vai continuar e será intensificado.

Se o Terreiro do Paço foi o Terreiro do Povo no dia 11, o país inteiro continuará a ser o Terreiro da Luta daqueles que não se resignam, que não aceitam as inevitabilidades de uma austeridade que penaliza os que menos têm e continua a beneficiar o grande capital financeiro e o patronato, criando-lhes condições para o aumento da exploração sobre os trabalhadores.

A luta vai continuar enquanto continuarem os roubos nos salários e nos subsídios, porque os trabalhadores não aceitam que lhe continuem a fazer pagar uma crise para a qual não tiveram qualquer responsabilidade.

A luta vai crescer e tornar-se mais forte porque temos direito a uma vida digna e exigimos uma política diferente, que valorize os salários, respeite os direitos, promova o emprego e combata a precariedade laboral; porque não nos resignamos, não aceitamos as inevitabilidades que nos querem impor e temos propostas alternativas para um efectivo combate à crise.

A luta não vai parar enquanto continuarem as injustiças, a imoralidade, os roubos e a corrupção. São aqueles que têm andado a viver acima das possibilidades de todos nós e contribuíram de forma decisiva para a crise que a devem pagar, sejam os banqueiros, os detentores das grandes fortunas ou os que auferem salários e pensões milionárias.

A luta vai fazer ouvir-se nas ruas e nos locais de trabalho, em defesa do Poder Local Democrático, contra a extinção de autarquias e a redução de trabalhadores ao seu serviço.

A luta é e continuará a ser a nossa arma porque é de luta que se escreve a história dos trabalhadores, porque quem luta nem sempre ganha, mas quem não luta perde sempre!

icon 15-02-2012 - Comunicado 4 - Saudação aos trabalhadores - Manifestação 11 de Fevereiro (675.98 kB) 

 

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