STAL recebeu Embaixador de Cuba em Portugal PDF Imprimir e-mail
04-Jun-2012

SOLIDARIEDADE COM O POVO CUBANO

Eduardo C. González Lerner, Embaixador de Cuba em Portugal, foi recebido por uma delegação do STAL na sua sede nacional, num encontro em que foram abordadas as relações que o sindicato mantém com o movimento sindical daquele país e os principais problemas que afectam o povo cubano, provocados particularmente pelo bloqueio que os Estados Unidos da América mantém há décadas. Francisco Braz, presidente do STAL, manifestou a solidariedade do sindicato com a luta do povo cubano, particularmente com os trabalhadores, reiterando a disponibilidade para manter e aprofundar as relações com o movimento sindical de Cuba, prevendo-se que ainda este ano se desloque a Portugal uma delegação do sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública daquele país.

Libertação dos Cinco

A luta pela libertação dos cinco prisioneiros cubanos encarcerados pelos Estados Unidos da América foi um dos principais temas abordados, tendo o Embaixador de Cuba lembrado que se trata de uma situação de grave violação dos direitos humanos fundamentais e de tremenda injustiça, pois aqueles cinco combatentes anti-terroristas foram presos em 1998 por alegada espionagem, quando de facto agiam infiltrados em grupos terroristas anti-cuba no sentido de proteger o seu país.  

Com penas que vão dos 15 anos de detenção até à prisão perpétua, os Cinco Cubanos constituem hoje uma causa que mobiliza solidariamente milhões de cidadãos em todos os cantos do mundo mas é preciso reforçar este combate, pois, como afirmou Eduardo Lerner, contrariamente ao que muitos pensaram a administração Obama mantém no essencial a política de agressão norte americana contra Cuba e não dá sinais de recuar nas prisões vergonhosas que mantém.

Até ao momento apenas um dos prisioneiros saiu em liberdade mas sujeito a fortes restrições, pois está impedido de abandonar o território norte-americano e, frisa o Embaixador, de se aproximar de qualquer grupo terrorista anti-cubano a operar nos EUA, o que demonstra as contradições e a demagogia da administração norte-americana. «São os próprios americanos a reconhecer a existência de grupos terroristas anti-Cuba no seu território, o constitui mais uma prova de que os cidadãos cubanos encarcerados são acusados de exercer uma actividade que na verdade combatiam – o terrorismo», afirmou aquele diplomata.

Reforçar a Revolução

O Embaixador de Cuba, acompanhado pelo Primeiro Secretário da Embaixada, Melne Martínez Hernandez, fez também uma breve apresentação da actual realidade social e económica naquele país, informando que estão em curso um conjunto de reformas estruturais que visam responder aos problemas provocados pela crise económica e financeira mundial e fortalecer o modelo socialista construído após a Revolução. «Aquilo que no ocidente é referido como um conjunto de reformas capitalistas não é mais do que um esforço para aperfeiçoar a construção do Socialismo em Cuba, permitindo-nos manter a universalidade e gratuitidade de serviços essenciais como a segurança social, a educação ou a saúde», enfatizou o diplomata.

Para além dos problemas da crise mundial Cuba defronta-se também com o bloqueio imposto pelos Estados Unidos da América e Eduardo Lerner afirmou à delegação do STAL que, contrariamente ao que muitos pensaram, a administração Obama não promoveu qualquer mudança a esse nível. «O que mudou foi apenas o discurso e uma ou outra medida pontual, porque a agressão a Cuba tornou-se em muitos casos mais feroz», afirma, lembrando que aumentou a perseguição aos bancos internacionais que tenham quaisquer relações com aquele país.  
 
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