Acumulação de lixo na cidade de Lisboa PDF Imprimir e-mail
15-Jun-2012

AUTARQUIA TEM RESPONSABILIDADES NA CONTINUAÇÃO DA GREVE

O STAL considera que a continuação da greve dos trabalhadores da higiene urbana da Câmara Municipal de Lisboa e a consequente acumulação de lixo que se tem verificado na generalidade da cidade é da inteira responsabilidade do executivo camarário, na medida em que tem protelado quaisquer soluções efectivas para a resolução das questões colocadas pelos trabalhadores, apesar da disponibilidade para o diálogo manifestada pelos sindicatos. 

O STAL oficiou hoje o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa lembrando que termina neste fim-de-semana o período de greves parciais que decorre desde a passada segunda feira, 11, e lamentando que neste processo a atitude da autarquia lisboeta se tenha pautado pela ausência de uma vontade efectiva para resolver o diferendo.
 
O STAL lembra António Costa que para além de intervenções de representantes sindicais na reunião pública de câmara realizada em 30 de Maio e dos seus próprios compromissos de resolução de acordo com uma solução legal, foram já realizadas três reuniões com responsáveis da autarquia, uma ainda antes da greve, a segunda no início da semana e a última hoje de manhã.
 
Três reuniões em que se poderia e deveria ter resolvido o diferendo que opõe trabalhadores e autarquia, considera o sindicato, mas que afinal redundaram em «reuniões estéreis e claramente agendadas com o intuito de fazer arrastar qualquer conclusão», situação que mantém um clima de conflitualidade nos serviços de higiene urbana da autarquia sem que para tal se vislumbrem quaisquer razões objectivas.
 

 

Disponibilidade negocial
 
Na missiva enviada ao edil lisboeta o STAL considera que sendo verdade que algumas das questões colocadas pelos trabalhadores foram entretanto anunciadas como resolvidas, nomeadamente o pagamento do trabalho extraordinário efectuado há um ano atrás, a admissão de mais trabalhadores e o pagamento do subsídio nocturno sobre a totalidade do vencimento, não deixa de ser caricato que para o anuncio de tais medidas tenha sido necessária a convocação de uma greve.
 
No entanto não surgem quaisquer propostas concretas por parte dos responsáveis da autarquia ou vontade negocial para as restantes questões de fundo que são colocadas pelos trabalhadores, particularmente o pagamento de 25% sobre o trabalho extraordinário nocturno, do suplemento de subsídio de alimentação e das ajudas de custo.
 
O STAL lembra que são em primeira linha os trabalhadores que sentem os efeitos desta greve - «porque é no seu salário que esta forma de luta se reflecte; porque são eles que finda a greve terão de se esforçar para limpar a cidade no mais curto de tempo possível; porque é também a eles que não interessa a acumulação de lixo actualmente existente na cidade de Lisboa, que degradando a imagem do município degrada também a sua própria imagem» – pelo que não pode deixar de lamentar que, tendo manifestado toda a abertura para uma solução dialogante, não se tenha assistido a um comportamento semelhante por parte dos responsáveis camarários.
 
Por isso o sindicato alerta António Costa para «um clima de conflituosidade que, face à inércia e falta de vontade negocial dos responsáveis da Câmara Municipal de Lisboa tende a manter-se e a agravar-se», pelo que exige uma intervenção firme do poder político da autarquia, «particularmente através de uma disponibilidade negocial efectiva e consequente.»
 
 
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