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O STAL expressa o seu mais vivo repúdio pelos atos bárbaros de agressão aos trabalhadores mineiros da mina de platina em Lonmin , particularmente por parte das forças policiais e que culminaram no assassínio de uma dezena de trabalhadores e, apresenta as mais sentidas condolências aos familiares das vítimas e às suas estruturas sindicais representativas.
Subscreve ainda inteiramente a posição do Sindicato Nacional dos Mineiros (NUM), filiado na COSATU, ao declarar que “a perda de vidas humanas foi desnecessária e a violência nunca poderá sobrepor-se ao diálogo” e que “os culpados da violência e dos assassinatos, alguns já presos, têm de ser condenados”. Nada pode justificar os bárbaros assassinatos pela polícia, a sangue frio, a que todos assistimos pela televisão.
Condenamos ainda que, por detrás da violência em Lonmin esteja a tentativa de a empresa mineira sabotar os processos e estruturas de negociação e de bloquear unilateralmente a aplicação do atual contrato coletivo, fomentando ao mesmo tempo manobras de divisão entre os trabalhadores e os sindicatos.
É pois preocupante que a violência e a repressão policial possam estar a regressar ao país de Mandela, que foi um brilhante exemplo de uma das mais corajosas lutas pela democracia, pela liberdade e pela igualdade que o mundo jamais conheceu, pelo que o STAL manifesta a sua profunda solidariedade para com os trabalhadores e o povo sul africano na luta por uma vida mais digna, rejeitando o caminho da exploração, da violência e da repressão.
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