Trabalhadores da MoveAveiro manifestam-se em 12 de Setembro PDF Imprimir e-mail
04-Set-2012

PRIVATIZAÇÃO DOS TRANSPORTES EM AVEIRO

A Direcção Regional de Aveiro do STAL denuncia a intenção da Câmara Municipal de privatizar os transportes públicos e despedir dezenas de trabalhadores, alerta para os impactos profundamente negativos que as intenções da autarquia provocarão nos utentes e nos aveirenses em geral e apela à população para que se junte aos trabalhadores numa manifestação convocada 12 de Setembro.

Em comunicado dirigido à população o sindicato informa que numa primeira fase serão entregues as linhas mais rentáveis ao operador privado Transdev, pretendendo a câmara extinguir posteriormente a MoveAveiro e concessionar a Moveria e os parquímetros.

Ao todo a câmara prepara o despedimento de cerca de 70 trabalhadores com vínculo privado que actualmente integram os quadros da MoveAveiro, ficando a pairar sobre os restantes, com vínculo público à autarquia, o espectro da mobilidade.

Má gestão

Menos transportes públicos, aumento dos tempos das deslocações, preços mais caros, populações privadas de carreiras, pior qualidade do serviço e mais desemprego em Aveiro são os principais impactos da opção privatizadora que a autarquia pretende levar por diante, opção que para o STAL «representa uma verdadeira negociata que em nada beneficia os aveirenses e a própria câmara».

O STAL, que considera que a Câmara Municipal de Aveiro tem o dever de assumir integralmente a responsabilidade pelo serviço público de transportes, exigiu já da autarquia um estudo sobre o impacto financeiro do caminho privatizador que pretende levar a cabo e afirma que «o problema da MoveAveiro não são os seus trabalhadores nem a luta que travam», antes radica «na má gestão que tem vindo a ser levada a cabo pelo seu Conselho de Administração e a irresponsabilidade da autarquia».

Trabalhadores pressionados


Já durante a semana passada o STAL protestou junto da Administração da Empresa e do Presidente da autarquia pelo facto de estarem a ser marcadas audiências com os trabalhadores sem a presença dos seus representantes sindicais, atitude que o STAL repudiou informando Élio Maia que o sindicato não abdicará em qualquer circunstância de acompanhar o processo e nele intervir energicamente em defesa dos direitos dos trabalhadores.

O STAL repudia as pressões que têm vindo entretanto a ser efectuadas junto dos trabalhadores para que estes rescindam os seus contratos e denuncia o facto de serem os próprios representantes da Administração da MoveAveiro e da autarquia que têm vindo a aliciar os trabalhadores com eventuais ofertas de trabalho da Transdev.

Trata-se para o STAL de um comportamento vergonhoso e inadmissível, através do qual a Câmara Municipal de Aveiro não se assume apenas como comissão liquidatária do serviço público de transporte mas arvora-se em autêntica agência de interesses da Transdev. Perante tais comportamentos o STAL não pode deixar de se questionar sobre as verdadeiras razões que levam o poder político da autarquia a enveredar de forma leviana e apressada pelo caminho privatizador.

O STAL exige que antes de mais seja levado a cabo um amplo debate publico e participado sobre o futuro dos transportes públicos em Aveiro, envolvendo trabalhadores e utentes, e considera que a remunicipalização deste serviço público essencial constitui uma opção que trará seguramente mais vantagens à autarquia, aos utentes e aos trabalhadores.

Ver comunicado à população

 
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