Greves e manifestações em vários países
07-Nov-2012

NO DIA 14 DE NOVEMBRO

Na continuação da enorme manifestação realizada pela CGTP-IN em 29 de Setembro no Terreiro do Paço e da convocação da Greve Geral para 14 de Novembro, centrais sindicais de vários países mostraram vontade de convergir com acções específicas nesse dia, nomeadamente de Espanha (CCOO e da UGT), ao mesmo tempo que a Central Europeia de Sindicatos convocava também para o dia 14 uma jornada europeia de acção e solidariedade.

Na declaração aprovada em 17 de Outubro, o Comité Executivo da CES apelou à realização de greves, manifestações, comícios e outras acções, com vista a mobilizar o movimento sindical contra as medidas de austeridade, que fustigam os trabalhadores e populações em geral dos vários países.

A declaração expressa ainda «a forte oposição» da CES «às medidas de austeridade que estão a arrastar a Europa para a estagnação económica, de facto para uma recessão, bem como para o desmantelamento consecutivo do “modelo social europeu”. Estas medidas, longe de restabelecerem a confiança, apenas servem para agravar os desequilíbrios e para criar injustiças».

As políticas em curso, indica ainda o texto, estão a ter «um impacto incalculável sobre o dia-a-dia dos trabalhadores e dos cidadãos, pondo em causa o fundamento integral das medidas de austeridade avançadas pelo Pacto Orçamental e impostas pela troika».

Respondendo ao apelo da CES, cinco confederações sindicais de França (CGT, CFDT, FSU, Unsa e Solidaires) convocaram para 14 de Novembro acções de protesto em todos os sectores de actividade, público e privado.

A frente intersindical associa-se assim à jornada europeia contra a «austeridade» e «por medidas de solidariedade com os países em maiores dificuldades», refere-se na declaração conjunta divulgada dia 26 de Outubro.

A declaração incita os franceses a exigirem «respostas concretas às dificuldades que vivem todos os trabalhadores em França e na Europa», condenando, em particular, «os tratamentos de choque infligidos aos trabalhadores na Grécia, em Espanha e em Portugal».

Em Itália, a Central Geral dos Trabalhadores (CGIL) decidiu convocar uma greve geral de quatro horas para o sector privado e de 24 horas no sector público. A decisão foi anunciada dia 31 de Outubro, depois de terem fracassado as tentativas da CGIL de construir uma jornada unitária com as centrais CISL (democrata-cristã) e UIL (social-democrata). Também neste país foram já realizadas manifestações em várias cidades, incluindo Nápoles, que contaram com a participação de representantes da CGTP-IN.

Na Bélgica, as duas centrais FGTB (social-democrata) e CSC (sindicatos cristãos) organizam concentrações junto das embaixadas dos países mais afectados e o envio de mensagens de solidariedade.

Na Roménia, os sindicatos marcaram acções contra a austeridade em todas as regiões, mesas redondas e contactos com a imprensa.

No Reino Unido, na sequência de uma grande manifestação realizada em 20 Outubro, que contou com representantes da CGTP-IN, a central sindical TUC prevê várias actividades de denúncia.

Também na Alemanha foi anunciada a adesão à jornada europeia com acções/comícios em 12 cidades, para as quais foram solicitadas à CGTP-IN bandeiras da Central.

Em Espanha, a greve geral de 14 de Novembro, decidida pelas direcções da CCOO e da UGT, foi aprovada, dia 22, por unanimidade, pelas 150 organizações que integram a Cimeira Social, plataforma promovida pelas duas principais centrais espanholas.