| Greve regista 93 por cento de adesão e Câmara recorre ilegalmente a privados |
| 22-Nov-2004 | |
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As primeiras horas da greve confirmam a determinação e a unidade dos trabalhadores em torno de uma luta pelos direitos, pela segurança de emprego e pela manutenção de um serviço público essencial no município de Aveiro. O STAL condena desde já o recurso a empresas privadas para a realização de diversos circuitos afectados com a paralisação e irá apresentar queixa junto do Ministério Público por violação da Lei da Greve. Contra a privatização O sindicato refuta as acusações da Câmara de Aveiro e dos Serviços Municipalizados, que pretendem imputar motivações exclusivamente políticas para a realização desta greve, reiterando a justeza dos seus objectivos. Para o STAL, a criação da empresa municipal pretendida pela Câmara é o primeiro passo para a privatização efectiva dos Transportes Municipais de Aveiro, numa estratégia que penaliza fortemente os aveirenses e os trabalhadores destes serviços. E também a insistência na rentabilização dos STUA é condenada pelo sindicato, uma vez que os aveirenses contribuem já através dos seus impostos para a manutenção destes serviços públicos essenciais, estando agora na iminência de verem aumentados os passes e diminuídas as carreiras, caso a estratégia privatizadora da autarquia siga por diante. Autarquia intransigente Por outro lado, o STAL relembra que a responsabilidade pelos incómodos causados pela greve deverão ser integralmente imputados aos responsáveis camarários, uma vez que estes sempre recusaram aceitar as propostas alternativas apresentadas pelo sindicato. A reestruturação dos actuais Serviços Municipalizados de Aveiro, prevendo a criação de condições para que possam gerir os novos serviços que a autarquia pretende integrar na empresa municipal, designadamente a Transria, os estacionamentos e as «Bugas», é uma solução efectivamente alternativa, com maiores vantagens para o município, para os utentes e para os trabalhadores. Violação da lei da greve O STAL irá apresentar queixa contra a Câmara Municipal de Aveiro e a Administração dos Serviços Municipalizados, que estão a recorrer a empresas privadas para a realização de circuitos afectados pela paralisação. Trata-se de uma grosseira e inadmissível violação da Lei da Greve, situação agravada pelo facto de terem sido contratados antigos trabalhadores dos STUA, na sua maioria reformados. O STAL responsabiliza desde já a Câmara de Aveiro e a Administração dos Serviços Municipalizados por eventuais conflitos que possam surgir, uma vez que esta medida é claramente provocatória e fere gravemente o legítimo direito à greve dos trabalhadores.
Compreendendo embora os transtornos que a greve está a causar, não só junto da população escolar mas na generalidade dos utentes dos Transportes Urbanos de Aveiro, o sindicato considera que não é justificável a ideia de realização de serviços mínimos, uma vez que a greve não causa prejuízos de natureza irreparável e a própria Administração dos STUA poderia ter tomado providências para diminuir os efeitos da paralisação, nomeadamente reforçando os circuitos após o final de cada período de greve. |