| Trabalhadores entrem em greve na próxima segunda-feira |
| 19-Nov-2004 | |
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A greve, convocada pelo STAL, Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local, visa condenar as intenções de criação de uma empresa municipal para a gestão daqueles serviços, na qual a câmara de Aveiro pretende ainda integrar a Transria, os estacionamentos e a gestão das «Bugas». O STAL apresentou propostas alternativas, visando a reestruturação dos actuais STUA, e considera que a intransigência da autarquia é a principal responsável pela greve. Processo privatizador Em comunicado que a partir de amanhã começa a ser distribuído à população de Aveiro, o STAL alerta que a câmara se prepara «para destruir este importante serviço público e criar condições para a sua privatização». Informando que a greve visa defender os direitos e o futuro dos trabalhadores dos Transportes Urbanos de Aveiro, o sindicato lembra que a mesma «tem também como objectivo a defesa de um serviço público essencial e a salvaguarda dos interesses da população».
Considerando que esta forma de luta poderia ter sido evitada, o STAL responsabiliza o poder político em maioria na Câmara Municipal de Aveiro pelos transtornos que a greve irá causar à população e considera que a aceitação da propostas alternativas apresentadas pelo sindicato a poderiam ter evitado. Acusando os eleitos camarários de assumirem «uma atitude de desresponsabilização na gestão» dos STUA, o comunicado do sindicato alerta para o facto de se estarem a criar «condições efectivas para a sua privatização» e lembra os efeitos negativos que a assumpção de uma lógica empresarial poderá causar nos utentes, nomeadamente o aumento dos passes e a diminuição das carreiras. Para o STAL, que tem defendido junto da autarquia a reestruturação dos actuais STUA para que possam assumir a gestão da Transria, dos estacionamentos e das «Bugas», os utentes dos transportes e os munícipes de Aveiro contribuem já através dos seus impostos para a prestação deste serviço público essencial, pelo que a insistência da autarquia em soluções que apenas visam a sua rentabilização não são aceitáveis.
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