Trabalhadores entrem em greve na próxima segunda-feira
19-Nov-2004


  EM DEFESA DOS TRANSPORTES URBANOS DE AVEIRO

Os trabalhadores dos Serviços de Transportes Urbanos de Aveiro (STUA) iniciam na próxima segunda feira, 22 de Novembro, um período de greve às primeiras duas horas de cada jornada de trabalho e às horas extraordinárias, que durará até 10 de Dezembro.

 

A greve, convocada pelo STAL, Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local, visa condenar as intenções de criação de uma empresa municipal para a gestão daqueles serviços, na qual a câmara de Aveiro pretende ainda integrar a Transria, os estacionamentos e a gestão das «Bugas».

O STAL apresentou propostas alternativas, visando a reestruturação dos actuais STUA, e considera que a intransigência da autarquia é a principal responsável pela greve.

Processo privatizador

Em comunicado que a partir de amanhã começa a ser distribuído à população de Aveiro, o STAL alerta que a câmara se prepara «para destruir este importante serviço público e criar condições para a sua privatização».

Informando que a greve visa defender os direitos e o futuro dos trabalhadores dos Transportes Urbanos de Aveiro, o sindicato lembra que a mesma «tem também como objectivo a defesa de um serviço público essencial e a salvaguarda dos interesses da população».

Considerando que esta forma de luta poderia ter sido evitada, o STAL responsabiliza o poder político em maioria na Câmara Municipal de Aveiro pelos transtornos que a greve irá causar à população e considera que a aceitação da propostas alternativas apresentadas pelo sindicato a poderiam ter evitado.
Passes mais caros, menos carreiras

Acusando os eleitos camarários de assumirem «uma atitude de desresponsabilização na gestão» dos STUA, o comunicado do sindicato alerta para o facto de se estarem a criar «condições efectivas para a sua privatização» e lembra os efeitos negativos que a assumpção de uma lógica empresarial poderá causar nos utentes, nomeadamente o aumento dos passes e a diminuição das carreiras.

Para o STAL, que tem defendido junto da autarquia a reestruturação dos actuais STUA para que possam assumir a gestão da Transria, dos estacionamentos e das «Bugas», os utentes dos transportes e os munícipes de Aveiro contribuem já através dos seus impostos para a prestação deste serviço público essencial, pelo que a insistência da autarquia em soluções que apenas visam a sua rentabilização não são aceitáveis.