| O voto como forma de luta |
| 06-Ago-2004 | |
|
Apelando aos trabalhadores para que votem contra a política de destruição da Administração Pública e contra o Governo que a prossegue, o comunicado da Frente comum sublinha: As eleições para o Parlamento Europeu do próximo dia 13 constituem a próxima oportunidade para demonstrarmos ao Governo que não aceitamos nem nos conformamos com a sua política anti-laboral de retirada de direitos e garantias alcançados após muitos anos de lutas e sacrifícios. Perante a ofensiva de que estamos a ser vitimas, mostra-se necessário que encaremos o acto eleitoral como uma jornada de luta, demonstrativa do nosso descontentamento e repúdio, pela defesa dos nossos direitos e por uma nova política e um novo Governo. O que é não só possível como indispensável. Por isso, é imperioso que participemos no acto eleitoral para dar expressão a uma profunda derrota da política de direita, que ao longo da legislatura no Parlamento Europeu, os sucessivos Governos Portugueses têm implementado e o actual Governo aprofundou fazendo dos trabalhadores os únicos sacrificados. Como já aconteceu anteriormente no dia 13 de Junho os trabalhadores da Administração Pública e as suas famílias vão mostrar ao Governo e ao País que é preciso uma mudança clara. Com a força dos seus votos, vão exigir que parem imediatamente as medidas de privatização do aparelho de Estado que, directa ou indirectamente, conduzem à destruição dos seus direitos, bem como dos cidadãos em geral, e que visam a subversão da Constituição de Abril. Vão votar para impedir que o governo continue com as medidas legislativas que tem vindo a impor de ataque ao vínculo de emprego público, à actualização e revisão anual de salários, à progressão e promoção e a uma avaliação de desempenho justa, bem como a diminuição de garantias na aposentação, na ADSE e em muitas outras matérias.
O voto é uma arma da nossa luta: • Pelos salários e pelo direito à sua revisão anual. • Pela defesa dos direitos e regalias conquistados através da luta sindical. • Pela defesa do projecto constitucional de Abril. • Contra a avaliação de desempenho discriminatória. • Contra o roubo na aposentação. • Contra os cortes na ADSE. • Contra a precariedade laboral. • Contra o regime de contrato individual de trabalho na Administração Pública. • Contra a partidarização dos cargos dirigentes. • Contra o Código de Trabalho. • Contra a privatização das funções sociais do Estado.
• Por uma Administração Pública com qualidade, ao serviço dos cidadãos. |