| Vamos continuar a luta pelos direitos, pelos salários e pela dignidade |
| 19-Jul-2004 | |
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GOVERNO RECAUCHUTADO, A MESMA POLÍTICA
Durão Barroso fugiu e Manuela Ferreira Leite abandonou o barco… mas a mesma política ganha agora novas raízes, reforça os poderes da extrema-direita no Governo e reveste-se de um cariz populista que tudo fará para confundir e manipular a opinião pública e os trabalhadores. Os objectivos de Santana Lopes são os mesmos dos de Durão Barroso e exigem de todos nós redobrada firmeza na luta pelos direitos, pelos salários e pelos serviços públicos, contra uma política desumana e economicista que serve apenas os interesses dos grandes grupos económicos em detrimento dos interesses do País e dos trabalhadores. Um mau serviço ao País Os resultados das eleições europeias do passado dia 13 de Junho mostraram a condenação clara da maioria do povo português à política de direita prosseguida ao longo dos últimos dois anos, assente na desregulamentação da legislação laboral, na retirada de direitos aos trabalhadores, na redução dos salários e na destruição dos serviços públicos. Ao não convocar eleições antecipadas após a vergonhosa fuga de Durão Barroso, optando antes por convidar Santana Lopes formar governo, o Presidente da República prestou um mau serviço ao País e permitiu que prossigam as ameaças à democracia e aos trabalhadores levadas a cabo pela coligação PSD/PP. De novo a velha política O que os trabalhadores exigem de facto não é a mudança de algumas caras ou o retoque de alguns aspectos na política do Governo, nem tão pouco a sua recauchutagem. Com Pedro Santana Lopes e o Governo ilegítimo que agora dirige, continuamos perante a mesma e velha política que há tempo demais vem fazendo sofrer o povo português. Continuamos perante um Governo de direita e de extrema-direita, agora mais populista e mais demagógico, que previsivelmente tentará recorrer a promessas e falsas expectativas (veja-se o exemplo folclórico lançado para a opinião pública com a localização dos ministérios) mas que pretende sobretudo continuar e intensificar os ataques aos trabalhadores e aos serviços públicos. Vamos continuar a luta: Por uma actualização mínima de 50 euros para cada trabalhador. Por aumentos salariais efectivos Pela valorização e dignificação das carreiras. Pela reposição dos direitos de aposentação e das reduções nas comparticipações da ADSE. Pela concretização das matérias acordadas no âmbito da Comissão Tripartida com a Associação Nacional de Municípios e a Direcção Geral das Autarquias Locais. Pelos serviços públicos e contra as privatizações em curso, especialmente nos sectores da água, do saneamento e do ambiente. Pela dignidade, pelos direitos e pelo emprego, contra a pseudo «reforma» da Administração Pública, nomeadamente o contrato individual de trabalho e o novo sistema de avaliação de desempenho. Lutamos por uma nova política e um novo Governo!
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