Mais austeridade, mais desemprego, mais sacrifícios para os trabalhadores
08-Abr-2011

FINANCIAMENTO EXTERNO SERVE INTERESSES DA BANCA

O STAL condena a intenção anunciada pelo Governo de recorrer ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira, mecanismo associado ao FMI que a ser accionado implica a negociação de novas e mais duras medidas de austeridade, o mesmo será dizer mais sacrifícios para os trabalhadores e para as camadas mais desfavorecidas das populações.
 

Trata-se de uma medida que o STAL considera tão mais inaceitável quanto é tomada por um governo demissionário e após a inequívoca condenação popular ao PEC IV e das medidas que aí se preconizavam, muitas das quais irão ser adoptadas caso este pedido de ajuda externa venha a ser efectuado.

O aplauso imediato do PSD e o apoio do CDS a esta intenção demonstram a unanimidade da direita em torno do aprofundamento da estratégia neoliberal do actual Governo e do Partido Socialista para o País, que desta feita satisfaz a gula da banca e do grande sector financeiro. Aliás, ao que parece o pedido de ajuda financeira deveu-se sobretudo a alegadas «dificuldades» dos bancos e não tanto com a situação económica do País.

O STAL denuncia que estamos perante uma intenção absolutamente contrária aos interesses do País e dos trabalhadores, pelo que tudo fará para a combater. Para o sindicato é inaceitável que mais uma vez se preparem novos e mais graves sacrifícios para os trabalhadores, enquanto os principais causadores da crise – a banca e o grande sector financeiro – continuam a usufruir de escandalosos incentivos e benefícios fiscais e a beneficiar com a situação do País, como agora irá acontecer caso se venha a concretizar a ajuda externa. 

O Sindicato lembra mais uma vez que existem soluções diferentes para o combate à crise e reitera a exigência de uma política que aposte na produção e no desenvolvimento, que combata a economia clandestina, a fraude e a fuga fiscal, que valorize o trabalho e os trabalhadores, que dignifique o emprego os salários e as carreiras profissionais, que valorize o papel das autarquias como parceiro de desenvolvimento e potenciador de emprego.

Para o STAL a luta contra esta política vai intensificar-se, seja nas comemorações do 25 de Abril, nas manifestações do 1.º de Maio ou no Plenário Nacional da Frente Comum já convocado para 20 de Maio, mas também nas eleições legislativas de 5 de Junho, nas quais o sindicato considera que os trabalhadores devem penalizar pelo voto os partidos que têm sido responsáveis pelas políticas de direita prosseguidas ao longo dos últimos anos e que agora mais uma vez apoiam e promovem a ingerência externa na política e na economia nacional, particularmente do FMI.