STAL solidário com a União Internacional de Sindicatos de Serviços Públicos
22-Fev-2012

ACÇÃO EUROPEIA DE LUTA PELOS SERVIÇOS PÚBLICOS E OS TRABALHADORES, PELA SOBERANIA NACIONAL

O STAL manifesta solidariedade com a acção de luta a nível europeu promovida pela União Internacional de Sindicatos de Serviços Públicos e Similares (UIS-SP-S), estrutura que integra a Federação Sindical Mundial (FSM), e far-se-á representar numa concentração que se realizará amanhã, 23 de Fevereiro, a partir das 11.00 horas, junto ao Edifício Jean Monet.

Na acção será entregue um manifesto ao Chefe da Representação da Comissão Europeia em Portugal, lembrando que «os trabalhadores da Administração Pública portuguesa – central, regional e local - estão a ser alvo de um brutal ataque aos seus direitos mais elementares, nomeadamente ao emprego, às carreiras profissionais, à aposentação/reforma e a outros direitos sociais conquistados ao logo de décadas de luta, o que tem degradado cada vez mais as suas condições de vida e de trabalho.»

O STAL considera que a actual crise que o país enfrenta tem origem numa Europa que é cada vez mais a Europa do capital e dos poderosos, uma Europa que age contra os trabalhadores e procura a todo o custo aumentar margens de exploração, atacando direitos, reduzindo salários e destruindo serviços públicos.

Merkel e Sarkosy servem-se da crise e procuram a todo o custo reeditar o eixo franco-alemão para comandar a Europa a seu bel-prazer, aprofundando o neoliberalismo e destruindo as principais conquistas dos trabalhadores alcançadas durante décadas de luta.

A Europa do Século XXI já não é mais uma Europa da justiça social, do desenvolvimento, da democracia e dos direitos, é antes uma Europa que retrocede para patamares apenas vistos nos períodos mais selvagens do capitalismo, há dois séculos atrás.


Por isso o STAL considera que é fundamental a intensificação da luta dos trabalhadores a todos os níveis – nos locais de trabalho, nas ruas, em cada país e no espaço europeu em geral – uma luta que é cada vez mais uma luta de todos contra o neoliberalismo, o empobrecimento e as injustiças, pelos direitos, pelos salários, pelo emprego, pelos serviços públicos, por uma Europa justa e solidária, pelo futuro e pela democracia.

Por isso em Portugal os trabalhadores têm vindo a lutar e continuarão este combate que consideramos fundamental na sociedade, combate que teve forte expressão na poderosa Manifestação da CGTP-IN do passado dia 11 e continuará já na Greve Geral convocada para 22 de Março.