| STAL comemora 37 anos de vida e luta pelo emprego, salários e serviços públicos |
| 24-Ago-2012 | |
DERROTAR A OFENSIVA ANTI-SOCIAL PARA SAIR DA CRISE
No dia em que o STAL – Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local comemora 37 anos da sua fundação, em 24 de Agosto de 1975, a Direcção Nacional saúda os associados, bem como todos trabalhadores portugueses, e apela à unidade e coesão em torno das suas estruturas representativas para fazer frente e derrotar a mais violenta ofensiva de que há memória contra os direitos e conquistas sociais alcançados com o 25 de Abril de 1974. Sindicato nascido na sequência da Revolução dos Cravos, o STAL orgulha-se do seu passado e presente de luta abnegada na defesa dos direitos dos trabalhadores, do Poder Local Democrático e dos serviços públicos, que tanto contribuíram para a redução das assimetrias regionais, para o aumento do bem estar da população e para o desenvolvimento do País em geral.
Este rico património, construído no dia-a-dia com os trabalhadores, reforça-nos a convicção e a confiança de que a nossa sua luta, convergente com os interesses e aspirações das amplas camadas da população, acabará por travar e derrotar as políticas anti-sociais do actual Governo PSD/CDS-PP, libertando o País da intervenção estrangeira e reabrindo o caminho para a construção de uma sociedade mais justa e igual, seguindo os valores de Abril. Com firmeza, determinação e em coerência com os seus princípios de sindicato de massas, reivindicativo e solidário, o STAL tem desempenhado ao longo destes 37 anos um papel de vanguarda na defesa dos direitos individuais e colectivos, procurando sempre de forma responsável a via do diálogo e da negociação, sem contudo abdicar das formas de luta que constituem a principal arma dos trabalhadores Os intensos ataques aos direitos laborais e sociais, ao poder de compra e ao emprego exigem que os trabalhadores reforcem a unidade, coesão e organização das suas fileiras, única forma de enfrentarem uma ofensiva que visa subjugar o Poder Local Democrático, destruir e privatizar os serviços públicos locais, precarizar as relações laborais e privar as camadas mais desfavorecidas da população de bens e serviços essenciais. O STAL condena com veemência as políticas seguidas pelo actual Governo, que estão a empobrecer o País e os portugueses, lançando no desemprego exércitos de trabalhadores, sobrecarregando a população com impostos e sucessivos aumentos de preços, numa espiral que arrasta a economia para uma profunda crise e recessão, sem fim à vista. O Sindicato manifesta a sua total oposição aos processos de privatização em curso, designadamente nos sectores da água, saneamento e recolha de resíduos e limpeza urbana das autarquias, alertando para os graves impactos para as populações e trabalhadores.
Condenando as políticas privatizadoras, o STAL apela aos trabalhadores e às populações, que são as suas principais vítimas, para que se mobilizem em defesa da gestão municipal dos serviços públicos locais.
● O fim das privatizações de serviços públicos locais. |