Primeiras horas indiciam forte adesão
29-Mai-2007

GREVE GERAL PARALISA RECOLHA DE LIXO

A grande maioria das cidades do país não tem esta noite recolha de lixo e ficará privada de transportes públicos, fruto de uma forte adesão dos trabalhadores da Administração Local á Greve Geral, antevendo-se desde já elevadas paralisações na generalidade dos serviços do sector

Com adesões de 100% ou muito próximas desse valor, as primeiras horas da Greve Geral deixaram sem recolha de lixo e limpeza de ruas os Concelhos da Almada, Alter do Chão, Amadora, Arraiolos, Avis, Crato, Barreiro, Évora, Gavião, Loures, Moita, Matosinhos, Montemor-o-Novo, Mora, Ponta Delgada, Seixal e Vendas Novas.

De registar também adesões significativas em Braga e Covilhã (95%), Coimbra e Funchal (90%), Porto e Sintra (85%) e GESAMB (75%).

Também os serviços de manutenção dos Transportes Urbanos de Braga registaram uma adesão de 100%, sector em que se espera forte adesão já durante a madrugada e no início da manhã.

Em alguns concelhos registaram-se no entanto lamentáveis atitudes no sentido de limitar os efeitos da greve ou mesmo coagir os trabalhadores, designadamente:

• Em Sintra, onde a Administração da Empresa Municipal Sintra Higiene Pública (HPEM) compareceu nas instalações dos trabalhadores, numa clara tentativa de coação, e foram obrigadas a circular viaturas de recolha com apenas um cantoneiro de limpeza, violando elementares normas de segurança no trabalho;

• Na Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, que fez circular três viaturas completamente carregadas de lixo e sem qualquer capacidade de recolha, uma vez que se encontram encerrados os aterros da Valorsul, atitude esta que visou única e exclusivamente minimizar os impactos visíveis da Greve mas que acaba por fazer perigar a saúde pública no concelho.

Também algumas tentativas de imposição de serviços mínimos sem a mínima consistência e suporte legal foram entretanto combatidas, de que é exemplo uma proposta ilegal apresentada pelos Serviços Municipalizados de Loures, contra as quais os trabalhadores assumiram e assumirão o seu legítimo direito à greve.

O STAL condena estas lamentáveis atitudes de violação do direito de greve e grosseira tentativa de limitação dos seus impactos e desde já assume a firme intenção de accionar os mecanismos legais no sentido de combater estas e outras medidas semelhantes que ao longo do dia de hoje venham a ocorrer.

O Sindicato regista no entanto uma forte mobilização dos trabalhadores na Greve Geral, demonstrada em centenas de plenários que foram realizados na maioria dos locais de trabalho, perspectivando desde já o encerramento da maioria dos serviços das Câmaras Municipais, Juntas de Freguesia e Serviços Municipalizados, bem como nas corporações de bombeiros, creches e jardins de infância, empresas municipais e privadas a operar no sector.

Lisboa, 30 de Maio de 2007



A Direcção Nacional do STAL


Ficheiros relacionados:
  Dados de adesão recolhidos até às 7h15
  Dados de adesão recolhidos até às 2h30