Sobre a situação no Egipto PDF Imprimir e-mail
07-Fev-2011

POSIÇÃO DO CPPC

Face ao levantamento popular no Egipto, o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) afirma ser fundamental que a vontade do povo egípcio seja respeitada, e que as grandes potências mundiais se abstenham de ingerir e condicionar o desenrolar dos acontecimentos. O CPPC condena a violenta repressão que tem sido exercida sobre as manifestações populares pacificas, seja por forças repressivas, seja por intermédio de «apoiantes» do actual presidente que comprovadamente incorporam agentes da polícia e de serviços de segurança.

O CPPC recorda a ingerência que o imperialismo tem exercido no Egipto, o segundo maior beneficiário de ajuda militar norte-americana na região, interferência que agora prossegue dissimulada na atitude hipócrita da União Europeia e dos EUA ao permanecerem "hesitantes" em condenar definitivamente e em retirar todo o apoio político ao velho regime, que têm apoiado de facto ao longo de mais de 30 anos, contra as legítimas aspirações da população.

Recordando o papel central do Egipto ao longo do século passado na emancipação nacional e afirmação do patriotismo Árabe, até o actual regime ter tomado o poder, é espectável o nervosismo dos EUA perante a perspectiva de perder um governo que tem sido aliado submisso e instrumental nos seus planos de domínio do Próximo Oriente. Nervosismo também evidente nas alarmantes declarações do primeiro-ministro israelita, ao afirmar ser necessário aumentar o poderio israelita para fazer frente à instabilidade na região.

O CPPC reafirma o seu apoio à justa luta do povo egípcio, a quem compete decidir livremente o seu destino, e repudia qualquer tentativa de ingerência, nomeadamente daqueles que durante mais de 30 anos foram cúmplices do regime opressor de Hosni Mubarak.

 
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