Aumentam os ataques aos trabalhadores e ao Poder Local PDF Imprimir e-mail
09-Out-2012

«ISTO NÃO É UM GOVERNO, É UMA QUADRILHA»

Em reacção às medidas para a Administração Pública constantes no documento de negociação geral anual enviado ontem, 8 de Outubro, pelo Governo enviou à Frente Comum, o Presidente do STAL afirmou à agência Lusa que «se não falássemos num Governo eleito pelos portugueses, estávamos a falar numa quadrilha de ladrões, porque de facto é disso que se trata». Francisco Braz considera que as novas intenções do Governo só podem ter uma resposta: «os trabalhadores de todos o país, a população, têm de revoltar-se, têm de correr com esta gente.» O documento enviado pelo Governo insere-se na preparação do Orçamento do Estado para 2013 e prevê, entre outras medidas, a redução de 50 por cento dos trabalhadores com contrato de trabalho, a redução de dois por cento dos efectivos das autarquias locais, a suspensão do subsídio de férias, o pagamento em duodécimos do subsídio de Natal, a redução do pagamento do trabalho extraordinário em dias de descanso para 25% e o aumento da idade de aposentação para os 65 anos.

O presidente do Sindicato afirma que «o país está a saque», já não temos um Governo mas sim «um bando que se juntou para sacar, para roubar e para destruir o país», com o único interesse de destruir as condições de vida das populações e enriquecer os muito ricos.

Francisco Braz considera ainda que as medidas de redução de trabalhadores levarão à paralisia das autarquias, o que transforma também estas medidas num «roubo à população portuguesa e à democracia».

Mais um brutal ataque

Também a Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública condenou energicamente o documento do Governo e afirma que este «viola a Lei e todos os compromissos assumidos com os trabalhadores e reformados da Administração Pública, com os sindicatos, com a Assembleia da República e todo o povo português.

Mais um roubo na aposentação, mais despedimentos, transformação do trabalho extraordinário em trabalho escravo e continuação do roubo nos subsídios são os principais objectivos que a Frente Comum denuncia nas intenções do Governo, afirmando em nota de imprensa que «um governo que viola compromissos com o povo português, decisões judiciais, a lei e a Constituição, é um Governo sem legitimidade para governar.»

Notícia Jornal de Negócios

Notícia Visão Online

Nota de Imprensa da Frente Comum

 
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