Bombeiros exigem respostas do Governo
20-Mai-2004

CONCENTRAÇÃO MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA 25 MAIO, 10 H

A importância dos Bombeiros é reconhecida por toda a sociedade portuguesa, mas o Governo continua a ignorar as nossas justas reivindicações.

 

A formação profissional e a criação de uma carreira única de bombeiros profissionais (municipais e sapadores) são apenas dois tópicos de um extenso conjunto de reinvindicações que há muito se vem apresentando.

Outra necessidade premente prende-se com a necessidade de ser publicada uma Portaria de Regulamentação de Trabalho para os profissionais que hoje laboram nas Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários.

A situação caótica e de autêntica catástrofe provocada pela vaga de incêndios, que assolou o país no passado Verão, espelhou a irresponsabilidade do actual executivo PSD/PP.

A desorganização na coordenação das operações e a falta de meios humanos e técnicos são reflexos de uma política economicista, que se caracteriza pela subserviência aos grandes interesses capitalistas, pelo clientelismo e pela tentativa de desmantelamento dos serviços públicos, onde se inclui naturalmente o sector da protecção civil.

Importa ainda lembrar que continua por ser emitido o despacho de regulamentação dos cursos de promoção e de estágio, mantendo-se assim milhares de bombeiros profissionais com as carreiras congeladas e impossibilitando-se o ingresso de novos profissionais.

Num momento em que o país se prepara para ser palco de grandes iniciativas de dimensão internacional que trarão ao território nacional milhares de turistas, a atitude governativa para com a segurança dos cidadãos e o desrespeito que continua a revelar por aqueles que directamente os salvaguardam não pode ser tolerada.

Para exigir do Governo respostas concretas aos problemas destes profissionais, o STAL agendou para 25 de Maio, a partir das 10 horas, frente ao Ministério da Administração Interna em Lisboa, uma concentração de Bombeiros, na qual te convidamos a participar.

Estamos em luta:

Pela formação profissional
Pela carreira única
Pelo descongelamento das carreiras
Pela Regulamentação do Trabalho nas Associações Humanitárias
Pela valorização e dignificação