Administração Pública protestou no Ministério das Finanças
02-Mar-2012

«GASPAR, PÁRA DE ROUBAR!»

Centenas de activistas sindicais da Administração Pública desfilaram hoje em Lisboa e concentraram-se frente ao Ministério das Finanças numa acção de protesto contra a política de austeridade do Governo PSD/CDS-PP, particularmente os cortes nos subsídios de férias e de Natal, a redução e o congelamento dos salários, a mobilidade forçada e a intenção de aplicação das medidas constantes no acordo da Concertação Social com a UGT, de que se destaca a adaptabilidade e o banco de horas.

A manifestação, que marcou o culminar de uma semana de luta da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, decorreu após um Plenário Nacional realizado na Casa do Alentejo, onde intervieram representantes dos diversos sindicatos, bem como Ana Avoila, em nome da Frente Comum, e Arménio Carlos, pela CGTP-IN.

Helena Afonso, da Direcção Nacional do STAL, lembrou particularmente a ofensiva sobre o Poder Local Democrático e a anunciada extinção de cerca de mil e quinhentas freguesias, o espectro de despedimentos ou de mobilidade forçada que paira sobre os trabalhadores do sector, os bloqueios à contratação colectiva e a chantagem que tem vindo a ser levada a cabo pelo Governo e os seus tentáculos sobre as autarquias para inviabilizar as medidas de opção gestionária, salientando o recente caso de Setúbal e o relatório elaborado pela Inspecção Geral das Autarquias Locais.

A Greve Geral de 22 de Março é neste contexto uma «jornada de luta absolutamente indispensável e os trabalhadores das autarquias, dos bombeiros, do sector empresarial local e das empresas privadas que prestam serviços públicos locais estão fortemente mobilizados», afirmou aquela representante do STAL na Frente Comum.

Durante o desfile e na concentração efectuada frente ao Ministério das Finanças, protegido por um forte contingente policial, «Gaspar, pára de roubar» foi uma das palavras de ordem mais gritadas pelos sindicalistas, sinal que evidencia o profundo sentimento de revolta que as políticas de austeridade levadas a cabo pelo governo têm vindo a provocar em toda a Administração Pública.

 

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